Confusão em UPA gera boletim por desobediência e versões conflitantes
Acompanhante afirma que atendimento foi negado; enfermeiras e guarda relatam tumulto e filmagem indevida
RESUMO
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Uma confusão na UPA do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, resultou em boletim de ocorrência por desobediência neste sábado. A acompanhante de uma paciente alega ter aguardado atendimento por horas, enquanto funcionários relatam que ela causou tumulto e invadiu área restrita da unidade. Segundo o registro policial, a mulher contestou a ordem de atendimento, filmou profissionais sem autorização e incitou outros usuários. A Polícia Militar, acionada por familiares, não constatou irregularidades por parte da equipe médica. A acompanhante foi conduzida ao CEPOL pela Guarda Civil Metropolitana.
Uma confusão registrada na tarde deste sábado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, terminou com o registro de boletim de ocorrência por desobediência e relatos contraditórios. A acompanhante da paciente sustenta que buscava atendimento para a irmã, enquanto profissionais da unidade e um guarda municipal apontam tumulto, invasão de área restrita e desobediência a ordens.
Às 15h44, a acompanhante enviou mensagem ao Campo Grande News informando que estava na delegacia. Segundo ela, “o posto de saúde estava negando atendimento” à irmã e que, após muito tempo, a paciente passou pela triagem. A mulher afirmou que chegou ao local às 11h20 sem atendimento e foi conduzida à delegacia depois que uma funcionária da triagem disse ter se sentido ofendida e que um boletim foi registrado contra ela.
A versão registrada no boletim de ocorrência, porém, descreve uma dinâmica diferente. Conforme o relato do guarda municipal, que atuava de plantão na UPA e figura como testemunha, a confusão começou quando a acompanhante se mostrou inconformada com a ordem de atendimento baseada na classificação de risco. De acordo com o documento, a paciente já havia sido triada e aguardava chamada médica dentro do fluxo regular da unidade, e a equipe teria explicado que havia redução de profissionais no momento, o que não caracterizaria omissão de atendimento.
Ainda segundo o registro policial, a mulher teria passado a interpelar a assistente social e a equipe de enfermagem, incitando outros usuários contra os profissionais e afirmando, de forma considerada falsa, que a irmã não estava sendo atendida. O boletim aponta que, mesmo após esclarecimentos, a acompanhante gritou, propagou inverdades e intensificou o tumulto no salão de espera.
O documento relata também que ela teria entrado sem autorização na sala de triagem, área restrita, e passou a filmar as enfermeiras em serviço, registrando os rostos e compartilhando os vídeos com familiares e terceiros. Duas enfermeiras, que registraram a ocorrência, informaram à polícia que se sentiram ameaçadas e expostas pela filmagem e pela conduta da acompanhante.
Apesar de receber ordem verbal para cessar a desordem e se retirar da área restrita, a mulher teria persistido no comportamento. O boletim acrescenta que, durante o registro audiovisual da ocorrência pelo guarda municipal, a acompanhante tomou o celular do agente à força, debochando da situação e afirmando que “não seria conduzida”.
O Boletim de Ocorrência informa que familiares da paciente acionaram a Polícia Militar, que compareceu à UPA e, após averiguação, não constatou omissão de socorro nem irregularidade por parte da equipe. A Guarda Civil Metropolitana conduziu a acompanhante ao CEPOL (Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil) e o caso foi registrado como crime de desobediência.
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