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Capital

Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher

Ato aconteceu em um dos principais cruzamentos do Centro; na 14 de Julho com a Barão do Rio Branco

Por Clara Farias | 07/03/2026 11:16
Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher
Movimento liderado por mulheres no centro da Capital (Foto: Juliano Almeida)

Com batuque e gritos de ordem, mulheres e homens foram às ruas pedir o fim da violência contra a mulher em Campo Grande. O ato foi realizado na manhã deste sábado (7), véspera do Dia Internacional da Mulher, em um dos principais cruzamentos da Capital, na Rua 14 de Julho com a Rua Barão do Rio Branco. A manifestação começou por volta das 8h e reuniu pouco mais de 50 pessoas.

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Em véspera do Dia Internacional da Mulher, manifestantes realizaram ato contra o feminicídio em Campo Grande. A mobilização, que reuniu cerca de 50 pessoas na manhã de sábado (7), ocorreu no cruzamento das ruas 14 de Julho e Barão do Rio Branco. Participantes enfatizaram que a data não é apenas comemorativa, mas de luta por direitos. A manifestação contou com representantes de áreas rurais e urbanas, além de homens que se solidarizaram com a causa. Em 2023, mais de 1.500 mulheres foram vítimas de feminicídio no país.

Durante o ato, participantes reforçaram que a data não é apenas comemorativa, mas também um dia de luta por direitos e pelo fim da violência. Cartazes segurados por homens e mulheres deram o tom do protesto, com mensagens contra agressões e feminicídios.

Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher
Batuques utilizados pela Marcha das Mulheres (Foto: Juliano Almeida)

Moradora do Assentamento Ana Lúcia, em Nioaque, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande, a produtora rural Laura dos Santos afirmou que o debate sobre as diferentes formas de violência contra mulheres precisa chegar também às comunidades rurais.

“Nós, mulheres das águas e das florestas, também discutimos no nosso meio essa questão da violência, porque ela acontece dentro dos nossos lares. Nós, companheiras que estamos nos movimentos, também sofremos violência, assim como as trabalhadoras urbanas”, disse.

Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher
Laura dos Santos com cartaz (Foto: Clara Farias)
Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher
Viviane de Paula e filha em roda de manfiestação (Foto: Clara Farias)

A assessora Viviane de Paula, de 34 anos, participou da manifestação levando a filha bebê. Segundo ela, a mobilização ganha ainda mais significado diante dos casos de feminicídio e violência sexual registrados no país. "Hoje tenho uma filha e, mais do que nunca, diante de tantas notícias de feminicídio e abuso contra mulheres, estar aqui é muito importante por mim, por ela e por todas. Nosso objetivo é garantir que, se hoje nós não estamos seguras, pelo menos nossas filhas possam estar no futuro”, afirmou.

Agamenon Rodrigues também participou do ato e defendeu que homens precisam assumir responsabilidade na luta contra a violência. “É um momento muito importante estar nas ruas com as mulheres. Com o crescimento de ideologias extremistas no mundo, a violência contra a mulher aumenta e nós, homens, precisamos estar atentos", disse ele.

Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher
Manifestação pede proteção e fim do feminicídio na véspera do Dia da Mulher
Profissionais da educação segurando banner na Rua Barão do Rio Branco (Foto: Juliano Almeida)

Vice-presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Josefa da Silva reforçou que o Dia Internacional da Mulher deve ser marcado por denúncias e mobilização. “Não é um dia apenas de receber flores. É um dia de denunciar todas as violações. No ano passado, mais de 1.500 mulheres foram assassinadas pelos seus ex-companheiros pelo simples fato de serem mulheres”, afirmou.

Segundo ela, a violência tem relação com desigualdades estruturais e atinge principalmente mulheres em situação de vulnerabilidade. “Aquelas que não têm independência financeira são as que mais sofrem. Por isso precisamos denunciar e enfrentar esse sistema violento que massacra as mulheres”, disse.

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