No 1º dia útil do ano, Central do Cidadão amanhece com fila e dúvida sobre IPTU
Teve quem madrugasse para garantir atendimento e entender valores ou como pagar imposto
O primeiro dia útil do ano começou com fila extensa em frente à Central de Atendimento ao Cidadão, na Rua Marechal Rondon, em Campo Grande, que chegava ao cruzamento com a Rua Arthur Jorge. Mesmo depois da abertura, muita gente ainda ficou na rua, tentando se proteger do forte calor.
RESUMO
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No primeiro dia útil do ano, uma extensa fila se formou em frente à Central de Atendimento ao Cidadão, em Campo Grande, com pessoas buscando principalmente resolver questões relacionadas ao IPTU. Sob temperatura de 25ºC, contribuintes tentavam se proteger do sol usando sombrinhas ou buscando abrigo sob árvores. Entre os casos, destaca-se o da aposentada Ana Izabel, que chegou às 7h40 para resolver problemas de titularidade de um terreno, e de outros munícipes que não receberam seus carnês em casa. A prefeitura orienta que, nesses casos, o pagamento pode ser realizado online mediante consulta do número da matrícula.
Na fila, a maioria tentava resolver problema com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A Central abriu às 7h50, dez minutos do horário regular.
Mas a demanda foi tão grande que muita gente ainda ficou de fora. Alguns ainda tinham sombrinha para se proteger da temperatura de 25ºC. Quem não se precaveu procurava a sombra de árvores, o que deixou a fila em ziguezague no cruzamento. Dentro da central, todas as cadeiras já estavam ocupadas. Nem todos os guichês tinham iniciado atendimento.
A aposentada Ana Izabel Alves da Silva Vicente, de 65 anos, saiu de casa, no Bairro Tiradentes, às 4h e chegou às 7h40. Acompanhada do marido, sentou-se na mureta da central enquanto ele ficou na fila, que já estava grande. Os dois foram tentar resolver a titularidade do carnê do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de um terreno que seria herança do primeiro marido.
Ana Izabel conta que o terreno fica no Bairro Estrela Parque e pertencia ao então marido, que morreu em 2001. Ao longo dos anos, diz que investiu cerca de R$ 50 mil na reforma da edícula e no quintal. “Sempre veio no nome do meu falecido marido, todo ano. Este ano veio no nome de um tal de Antônio. Não posso ficar pagando uma coisa que vem no nome dos outros”, contou.
O aposentado Emanuel Ubirajara da Rocha, de 80 anos, chegou para tentar entender o motivo de o IPTU do terreno ter passado de R$ 415,80 para os atuais R$ 1.595,87. “Pago há mais de 10 anos, sempre foi o outro valor”, reclamou, explicando que usa a área para plantação de banana e laranja. Mas, ao ver o tamanho da fila, desistiu. “Olha o tanto de gente, isso aqui vai demorar demais”.
No caso de Francisca Rosa Vieira dos Santos, de 72 anos, e Sérgio Silva, de 64 anos, o problema era o mesmo: os dois disseram que o carnê não chegou em casa e ficaram preocupados em ter de pagar multa.
“O meu IPTU não chegou na minha casa. Todo ano chega antes do Natal. Dia 2 é o último prazo, queria saber o que houve”, disse Francisca. Normalmente, ela paga de forma parcelada o valor de R$ 1,3 mil pelo imóvel de três cômodos no Conjunto Novos Estados.
Já Sérgio paga à vista os R$ 2,6 mil pelo terreno no Jardim Panamá. “Eles não entregaram. Será que eu tenho que entrar na fila para pagar? Não temos opção, vou ter que esperar. Eles complicam ainda, não tem que receber em casa?”, questionou.
Para quem não recebeu o carnê, a opção é entrar no site, digitar o número da matrícula e pagar on-line.
A reportagem procurou a assessoria para saber se haverá reforço no atendimento e aguarda retorno para atualização do texto.






