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Capital

Sem algemas, rapaz preso por ameaçar a esposa foge da Casa de Mulher

Suspeito afirma que estava bêbado e sob efeito de maconha, por isso, se assustou

Por Ana Paula Chuva | 02/01/2026 10:33
Sem algemas, rapaz preso por ameaçar a esposa foge da Casa de Mulher
Porta de entrada para a Deam na Casa da Mulher Brasileira (Foto: Juliano Almeida | Arquivo)

Rapaz de 29 anos, preso em flagrante por ameaçar e ofender a esposa, fugiu da Casa da Mulher Brasileira, antes de ser ouvido Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). O caso aconteceu entre a noite do dia 31 de dezembro e a madrugada do dia 1º de janeiro de 2026. O suspeito foi capturado momentos depois na casa de um vizinho no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande.

RESUMO

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Um homem de 29 anos foi preso após ameaçar e ofender a esposa na virada do ano em Campo Grande. Durante o registro da ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, o suspeito, que não estava algemado, conseguiu fugir do local. O indivíduo foi recapturado posteriormente na casa de um vizinho, no Bairro Parque do Lageado. Em depoimento, alegou estar sob efeito de álcool e drogas quando proferiu as ofensas contra a companheira. O caso foi registrado como evasão, ameaça e injúria no contexto de violência doméstica.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada por volta das 3h de quinta-feira. Na ocasião, a mulher de 26 anos contou que durante o dia 31 de dezembro o companheiro estava ingerindo bebidas alcoólicas e começou a se lembrar de “fatos passados”. Com isso, o rapaz deu início a uma discussão, mas ela se manteve calada.

No entanto, o suspeito continuou discutindo até que começou a xingá-la de “vagabunda, vadia e prostituta”, alegando que ela o havia traído. A mulher negou qualquer tipo de agressão física, mas disse que sempre que o companheiro bebe, ele a ofende, por isso, decidiu ir até a Deam para registrar um boletim de ocorrência.

A mulher foi junto com a irmã à delegacia e o homem seguiu então fazer o registro do APF (Auto de Prisão em Flagrante), sob escolta da Polícia Militar, mas acabou escapando quando já estava na Casa da Mulher Brasileira.

Ainda segundo o registro policial, a equipe comunicou a delegada de plantão que entrou em contato com a irmã da vítima avisando sobre a fuga e oferecendo abrigo para ela na Casa da Mulher Brasileira, mas ela recusou e disse que ficaria na residência da familiar.

Durante a manhã da quinta-feira, os policiais voltaram para a casa onde o suspeito morava com a esposa, mas não o encontraram lá. No local estava uma motocicleta com a chave no contato que foi retirada para que o rapaz não tentasse usar o veículo na fuga. Os militares então foram chamados para prestar depoimento e encerraram as buscas.

Recapturado 

Algum tempo depois, os policiais receberam a informação de que o rapaz havia retornado para casa. A equipe voltou ao imóvel. Um GCM (Guarda Civil Metropolitano) que estava no local contou que trabalhava como motorista de aplicativo e que fez uma corrida para o suspeito, que tentou dar o celular como pagamento.

O guarda não aceitou e decidiu acionar a polícia, mas ficou observando o rapaz que estava em frente a uma casa vizinha. Quando os militares chegaram, o suspeito correu para o quintal dessa residência e acabou sendo capturado sentado no local e preso em flagrante pela fuga.

Em depoimento à delegada Barbara Fachetti, ele confessou que ofendeu a esposa após ela também xingá-lo e foi dormir, sendo acordado já com os policiais dentro da casa dele. Ao chegar na delegacia, ele alega que estava sob efeito de maconha e álcool. Com isso, ao ser ameaçado pelos policiais, ele se assustou e decidiu fugir.

O Campo Grande News entrou em contato com a mulher, vítima das ofensas, mas ela preferiu não conversar com a imprensa. O caso foi registrado como evasão, ameaça e injúria no contexto de violência doméstica.

As polícias Civil e Militar também foram procuradas e o espaço segue aberto para o retorno. Conforme apurou a reportagem, o rapaz tem ao menos seis registros criminais de violência doméstica e passagem por porte/ posse ilegal de arma de fogo.

Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.