Cobrança extra no IPTU surpreende moradora após inscrição em dívida ativa
Lançamentos feitos em agosto tiraram desconto de pagamento à vista e geraram juros
Uma cobrança inesperada no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2025 colocou a moradora Camila Madeira, do bairro Rancho Alegre 2, em uma situação que ela define como confusa e injusta. Ao consultar sua inscrição no site da prefeitura, Camila identificou duas tarifas lançadas no dia 27 de agosto, nos valores de R$ 328 e R$ 63, débitos que ela afirma nunca ter sido comunicada.
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Moradora de Campo Grande enfrenta cobrança misteriosa no IPTU 2025. Camila Madeira descobriu duas tarifas não identificadas, totalizando R$ 391, lançadas em agosto. A situação impediu o desconto de 10% para pagamento à vista e gerou inscrição em dívida ativa. Após tentativas frustradas de esclarecimento via WhatsApp e central telefônica, Camila permanece sem respostas sobre a origem das cobranças. O IPTU do imóvel aumentou de R$ 600 para R$ 911, chegando a R$ 1.300 com as taxas extras. A Prefeitura Municipal ainda não se manifestou sobre o caso.
Segundo Camila, no ano anterior o IPTU foi pago à vista, em dezembro, sem pendências. Em 2025, ela pretendia repetir a quitação antecipada para obter o desconto de 10%, mas descobriu que seu imóvel havia sido inscrito em dívida ativa, o que eliminou o benefício e tem gerado juros desde agosto.
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“Eu não recebi nenhuma notificação por e-mail, correio, nem durante as visitas da prefeitura. Simplesmente apareceu uma cobrança que ninguém sabe explicar”, relata.
Vistorias - A origem das tarifas é incerta. Camila conta que participou do período de anistia da prefeitura, programa que permite regularizar ampliações e modificações em imóveis. Durante o processo, fiscais municipais realizaram duas vistorias em sua residência, a segunda após divergências nas medições da primeira.
“Em nenhum momento informaram que essas visitas teriam custo. Agora dizem que pode ser cobrança pelas vistorias, mas nem isso conseguem confirmar”, afirma.
Em contato com o canal de atendimento por WhatsApp, Camila foi informada inicialmente de que estaria na dívida ativa por parcela em aberto, informação que ela contesta. Em outra resposta, mencionaram até multa por “terreno sujo”, apesar de o imóvel ser totalmente construído e não possuir terreno baldio.
Sem sucesso - A orientação final foi buscar esclarecimentos pelo telefone 156. Camila relata que ficou cerca de duas horas na linha até ser atendida, um total de 1 hora, 56 minutos e 43 segundos entre espera na fila e atendimento telefônico, mesmo assim, não obteve respostas. “A atendente disse que não tinha informações suficientes e que eu teria que ir pessoalmente à prefeitura, agora com horário reduzido”, conta.
Camila afirmou que o valor do IPTU saltou de cerca de R$ 600 no ano passado para R$ 911 em 2025. Com as cobranças extras, o total chega a quase R$ 1.300. O imposto pode ser parcelado, mas os débitos adicionais, cuja origem segue indefinida, precisam ser pagos à vista.
“Você entra em dívida ativa por algo que nem sabe o que é. Isso tira desconto, gera juros e ninguém explica”, resume.
A Prefeitura Municipal de Campo Grande foi procurada, mas ainda não se manifestou a respeito. O espaço permanece aberto.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


