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Política

Venezuelano em Campo Grande busca notícias da família após ataques em Caracas

Sem contato com parentes na capital, Gregory vive apreensão com esposa e cinco filhos no Cedami

Por Inara Silva e Maria Gabriela Arcanjo | 03/01/2026 10:38
Venezuelano em Campo Grande busca notícias da família após ataques em Caracas
Gregory José no Cedami (Centro de Apoio ao Migrante) em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

Há cinco meses em Campo Grande, o venezuelano Gregory José, de 35 anos, vive um momento angustiante desde que soube do ataque dos Estados Unidos ao seu país natal. Há horas, ele tenta, sem sucesso, obter informações sobre familiares que moram em Caracas, capital da Venezuela.

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Um venezuelano de 35 anos, residente em Campo Grande há cinco meses, vive momentos de angústia após ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Gregory José, que mora no Centro de Apoio ao Migrante com esposa e cinco filhos, tenta sem sucesso contatar familiares em Caracas. O ataque foi confirmado pelo presidente Donald Trump, que anunciou a captura de Nicolás Maduro. Sete explosões foram registradas na capital venezuelana durante a madrugada. Gregory conseguiu apenas informações indiretas sobre um primo, cuja casa foi atingida nos bombardeios, mas estaria bem.

Gregory vive no Cedami (Centro de Apoio ao Migrante) com a esposa e os cinco filhos, de 17, 15, 10, 7 e 3 anos. A família veio para o Brasil, depois de uma longa trajetória migratória iniciada há cerca de cinco anos, quando deixou a Venezuela e passou a morar no Peru. O objetivo da vinda ao Brasil era encontrar trabalho e melhores condições de vida.

A apreensão começou ainda de madrugada, quando Gregory soube dos ataques pelas redes sociais e por notícias na internet. Desde então, ele tenta contato com parentes que vivem em Caracas e está preocupado com a possibilidade de que eles tenham sido atingidos pelos bombardeios.

Segundo Gregory, ele conseguiu contato com familiares que vivem no interior da Venezuela, em Sucre. No entanto, os próprios parentes do interior também não conseguem falar com ninguém da capital, o que aumenta a incerteza sobre a situação em Caracas.

A única informação mais concreta veio de forma indireta. Gregory conseguiu falar com um amigo de um primo que vive na capital. De acordo com esse relato, a casa do primo foi atingida durante os ataques, mas ele estaria bem. Ainda assim, a notícia não trouxe alívio completo, pois se sente angustiado, sem saber como estão os outros familiares.

Venezuelano em Campo Grande busca notícias da família após ataques em Caracas
Gregory preferiu não mostrar o rosto (Foto: Paulo Francis)

Sobre o ataque, Gregory afirma não ter uma opinião formada se a ação será benéfica ou não para a Venezuela. No entanto, é enfático ao dizer que a situação não deveria ter chegado a esse ponto. Para ele, os Estados Unidos poderiam ter buscado o diálogo, sem levar o conflito a um extremo que afeta diretamente a população civil.

Por segurança, Gregory preferiu não mostrar o rosto nem autorizar a divulgação de imagens que o identifiquem.

Tensão - O ataque foi confirmado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou, em uma rede social, que forças americanas realizaram uma ofensiva de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, sem informar para onde ele e a esposa teriam sido levados. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, declarou não saber onde Maduro está e exigiu do governo americano uma prova de vida do presidente. Durante a madrugada, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

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