Mesmo com software israelense, Sejusp contrata outro sistema por R$ 1,6 milhão
Nova ferramenta deve integrar modelo tecnológico já utilizado pelas forças de segurança para análise de dados
A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) autorizou a contratação direta de um novo software voltado à extração, análise e gestão de evidências digitais em dispositivos móveis, ao custo de R$ 1,6 milhão. A homologação foi publicada no Diário Oficial na segunda-feira (9).
RESUMO
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O sistema será adquirido da empresa Techbiz Forense Digital LTDA, por meio de contratação direta, com inexigibilidade de licitação, conforme previsto no artigo 74, inciso I, da Lei Federal nº 14.133/2021. O processo administrativo é o de número 31/272.290/2025.
Segundo o termo de autorização, homologação e adjudicação, o software será utilizado para extração e análise de dados em celulares e outros dispositivos móveis, permitindo a gestão de evidências digitais utilizadas em investigações.
A nova solução tecnológica, conforme a Sejusp, não substitui ferramentas já existentes, mas deve integrar o modelo tecnológico atualmente utilizado pelas forças de segurança do Estado. Atualmente, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul já utiliza tecnologia considerada de ponta nesse tipo de investigação.
Em dezembro de 2022, a Coordenadoria-Geral de Perícias adquiriu 5 equipamentos do sistema UFED (Universal Forensic Extraction Device), desenvolvido pela empresa israelense Cellebrite, com investimento de R$ 1,4 milhão. Os equipamentos permitem a extração e análise de dados de smartphones, tablets, drones e outros dispositivos eletrônicos.
A tecnologia possibilita acessar mensagens, histórico de conversas, lista de contatos, fotos, vídeos, dados de localização, pesquisas realizadas e até conteúdos apagados, além de converter dados criptografados em informações utilizáveis em investigações.
Na época da aquisição, a coordenadora-geral de Perícias, perita criminal Glória Setsuko Suzuki, destacou que o investimento buscava acompanhar o crescimento da demanda por exames de informática forense. Segundo ela, a popularização dos dispositivos móveis também ampliou o uso dessas ferramentas na prática de crimes, tornando indispensável o acesso a tecnologias capazes de recuperar e analisar dados digitais.
Ao Campo Grande News, a Sejusp informou que já possui tecnologia israelense de última geração para esse tipo de investigação, mas explicou que a nova contratação faz parte da atualização constante das ferramentas utilizadas pelas forças de segurança. De acordo com a secretaria, o novo software será integrado aos recursos tecnológicos existentes e deverá auxiliar nas investigações diante dos avanços rápidos das tecnologias digitais.
A pasta também ressaltou que a utilização desse tipo de sistema ocorre exclusivamente mediante determinação judicial. Ainda conforme a Sejusp, a atualização é necessária porque softwares e sistemas operacionais de dispositivos móveis são frequentemente atualizados. Sem atualização constante das ferramentas de análise, os sistemas utilizados pelas autoridades podem se tornar obsoletos e incapazes de acessar dados mais recentes.
Por fim, a secretaria esclareceu que equipamentos citados em questionamentos recentes pertencem ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), órgão vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, e que eventuais dúvidas sobre o uso desses aparelhos devem ser encaminhadas diretamente ao órgão.
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