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Cidades

Mesmo com software israelense, Sejusp contrata outro sistema por R$ 1,6 milhão

Nova ferramenta deve integrar modelo tecnológico já utilizado pelas forças de segurança para análise de dados

Por Dayene Paz | 13/03/2026 13:00
Mesmo com software israelense, Sejusp contrata outro sistema por R$ 1,6 milhão
Coordenadoria Geral de Perícias, em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) autorizou a contratação direta de um novo software voltado à extração, análise e gestão de evidências digitais em dispositivos móveis, ao custo de R$ 1,6 milhão. A homologação foi publicada no Diário Oficial na segunda-feira (9).

RESUMO

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul autorizou a contratação direta de um novo software para extração e análise de dados digitais, ao custo de R$ 1,6 milhão. O sistema, fornecido pela Techbiz Forense Digital LTDA, será integrado às ferramentas já existentes.A pasta já utiliza tecnologia israelense similar, adquirida em 2022 por R$ 1,4 milhão. Segundo a Sejusp, a nova aquisição é necessária devido às constantes atualizações de softwares e sistemas operacionais móveis, evitando a obsolescência das ferramentas investigativas. O uso dos sistemas ocorre apenas mediante autorização judicial.

O sistema será adquirido da empresa Techbiz Forense Digital LTDA, por meio de contratação direta, com inexigibilidade de licitação, conforme previsto no artigo 74, inciso I, da Lei Federal nº 14.133/2021. O processo administrativo é o de número 31/272.290/2025.

Segundo o termo de autorização, homologação e adjudicação, o software será utilizado para extração e análise de dados em celulares e outros dispositivos móveis, permitindo a gestão de evidências digitais utilizadas em investigações.

A nova solução tecnológica, conforme a Sejusp, não substitui ferramentas já existentes, mas deve integrar o modelo tecnológico atualmente utilizado pelas forças de segurança do Estado. Atualmente, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul já utiliza tecnologia considerada de ponta nesse tipo de investigação.

Em dezembro de 2022, a Coordenadoria-Geral de Perícias adquiriu 5 equipamentos do sistema UFED (Universal Forensic Extraction Device), desenvolvido pela empresa israelense Cellebrite, com investimento de R$ 1,4 milhão. Os equipamentos permitem a extração e análise de dados de smartphones, tablets, drones e outros dispositivos eletrônicos.

Mesmo com software israelense, Sejusp contrata outro sistema por R$ 1,6 milhão
Equipamento adquirido em 2022 pela Sejusp. (Foto: Arquivo | Divulgação)

A tecnologia possibilita acessar mensagens, histórico de conversas, lista de contatos, fotos, vídeos, dados de localização, pesquisas realizadas e até conteúdos apagados, além de converter dados criptografados em informações utilizáveis em investigações.

Na época da aquisição, a coordenadora-geral de Perícias, perita criminal Glória Setsuko Suzuki, destacou que o investimento buscava acompanhar o crescimento da demanda por exames de informática forense. Segundo ela, a popularização dos dispositivos móveis também ampliou o uso dessas ferramentas na prática de crimes, tornando indispensável o acesso a tecnologias capazes de recuperar e analisar dados digitais.

Ao Campo Grande News, a Sejusp informou que já possui tecnologia israelense de última geração para esse tipo de investigação, mas explicou que a nova contratação faz parte da atualização constante das ferramentas utilizadas pelas forças de segurança. De acordo com a secretaria, o novo software será integrado aos recursos tecnológicos existentes e deverá auxiliar nas investigações diante dos avanços rápidos das tecnologias digitais.

A pasta também ressaltou que a utilização desse tipo de sistema ocorre exclusivamente mediante determinação judicial. Ainda conforme a Sejusp, a atualização é necessária porque softwares e sistemas operacionais de dispositivos móveis são frequentemente atualizados. Sem atualização constante das ferramentas de análise, os sistemas utilizados pelas autoridades podem se tornar obsoletos e incapazes de acessar dados mais recentes.

Por fim, a secretaria esclareceu que equipamentos citados em questionamentos recentes pertencem ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), órgão vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, e que eventuais dúvidas sobre o uso desses aparelhos devem ser encaminhadas diretamente ao órgão.

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