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Capital

Funcionário falta para viajar, é demitido e desabafo da patroa viraliza

Caso envolvendo salão de beleza provoca discussão sobre regras no trabalho

Por Gabi Cenciarelli | 01/01/2026 18:03


RESUMO

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Uma empresária do ramo da beleza em Campo Grande gerou debate nas redes sociais ao relatar que um funcionário CLT decidiu faltar ao trabalho no dia 31 de dezembro, mesmo após ter o pedido de folga negado. O vídeo publicado no TikTok ultrapassou meio milhão de visualizações. O funcionário, contratado há três meses para serviços gerais, informou por mensagem que faltaria para viajar, mesmo ciente do erro. A empresária optou pela demissão, alegando quebra de confiança. O caso dividiu opiniões entre internautas, que discutem se a decisão foi adequada ou excessiva.

Desabafo publicado nas redes sociais por uma empresária do ramo da beleza, em Campo Grande, ultrapassou meio milhão de visualizações e virou tema de debate após ela relatar que um funcionário decidiu, por conta própria, não trabalhar no dia 31 de dezembro para viajar. O vídeo, publicado no TikTok, dividiu opiniões entre internautas que defendem o trabalhador e outros que apontam quebra de compromisso profissional.

No vídeo, a empresária Marisol Almeida afirma que “empreender no Brasil não é para amador” e critica o que considera uma inversão de responsabilidades nas relações de trabalho. “Parece que o empregador está sempre errado”, diz.

No relato, Marisol conta que o funcionário, contratado há cerca de três meses para atuar como serviços gerais no salão, tinha folga fixa às terças-feiras. Segundo ela, o trabalhador pediu para trocar a folga para o dia 31, alegando que viajaria. O pedido foi negado pela gerente, já que a data é uma das mais movimentadas do ano para o setor da beleza.

Funcionário falta para viajar, é demitido e desabafo da patroa viraliza
Print da conversa onde funcionário avisa chefe sobre folga (Foto: Redes Sociais)

Após a negativa, o funcionário não teria procurado a proprietária para negociar diretamente. A empresária afirma que só tomou conhecimento de que ele não pretendia trabalhar no dia seguinte depois de ouvir comentários de outros profissionais do salão.

Diante das informações, Marisol decidiu entrar em contato com o funcionário por mensagem. Foi então que recebeu a confirmação da ausência. Segundo o relato lido no vídeo, o trabalhador reconheceu que estava errado, mas manteve a decisão de faltar.

“Vou faltar amanhã, infelizmente. Desconta de mim, me dá advertência, faz o que achar melhor. Sei que estou errado. Mas igual a mim você não vai encontrar não. Feliz Ano Novo. Dia 7 eu tô aí”, escreveu o funcionário.

Demissão - A empresária afirma que a mensagem foi o estopim para a decisão de desligá-lo da empresa, alegando quebra de confiança e falta de responsabilidade profissional.

No vídeo, Marisol também explica que parte da equipe administrativa do salão recebeu alguns dias de recesso após o Ano Novo, o que teria contribuído para a confusão. Segundo ela, o benefício foi concedido à gerente e à recepção, funcionárias mais antigas, mas não ao trabalhador que faltou.

Ela relata ainda que o funcionário teria interpretado, de forma equivocada, que também estaria liberado, ao ouvir conversas internas sobre o recesso e ao observar que algumas manicures haviam viajado no período.

A empresária reforça que esses profissionais atuam como autônomos, na condição de MEI (Microempreendedor Individual) ou CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), sem vínculo empregatício, enquanto o funcionário em questão era contratado em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com salário fixo, jornada definida, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), férias e 13º proporcionais.

“São direitos e obrigações diferentes,” argumenta no vídeo.

Sem o funcionário, a empresária afirma que precisou recorrer, às pressas, a uma empresa terceirizada de limpeza para conseguir manter o salão aberto no dia 31. Segundo ela, o estabelecimento é grande e não havia como funcionar sem apoio operacional.

Polêmica – Nos comentários do vídeo, a repercussão foi imediata e polarizada. Parte dos internautas defende que o funcionário errou ao faltar sem autorização, principalmente em uma data estratégica para o comércio, e considera a demissão uma consequência previsível.

Por outro lado, há quem critique a exposição pública do caso e avalie que medidas como advertência ou desconto do dia seriam suficientes. Alguns usuários também questionam a comunicação interna sobre o recesso e apontam falhas de gestão.

Outros comentários destacam o tom da mensagem enviada pelo funcionário, especialmente o trecho em que afirma que a empresária “não vai encontrar alguém igual a ele”, interpretado por muitos como provocativo.

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