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Capital

Saneamento coloca Campo Grande entre as 4 melhores cidades do país

Desempenho consolida município como referência em infraestrutura e desenvolvimento urbano

Por José Cândido | 19/03/2026 16:15
Saneamento coloca Campo Grande entre as 4 melhores cidades do país
Expansão da rede de esgoto ajuda a colocar Campo Grande entre as melhores do país. (Foto divulgação)

Campo Grande começa a transformar um dos maiores gargalos históricos das cidades brasileiras em vitrine de eficiência. No Ranking do Saneamento 2026, a Capital sul-mato-grossense aparece na 4ª colocação entre os 100 maiores municípios do país — um desempenho que a coloca entre as poucas cidades que caminham, de fato, para a universalização dos serviços básicos.

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Campo Grande se destaca no cenário nacional ao alcançar a 4ª posição no Ranking do Saneamento 2026, entre os 100 maiores municípios brasileiros. A capital sul-mato-grossense apresenta índices expressivos: 98,72% de cobertura de abastecimento de água e 91,11% de esgotamento sanitário, superando significativamente as médias nacionais. Com investimentos de R$ 217,39 por habitante, valor acima da média nacional, a cidade caminha para a universalização dos serviços antes de 2033. A Praça Ary Coelho simboliza esse avanço ao oferecer água potável gratuita à população, demonstrando como o saneamento se integrou ao cotidiano da cidade.

Os dados, baseados no levantamento mais recente do Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico), mostram que apenas 37 cidades brasileiras atingiram níveis considerados próximos das metas estabelecidas pelo novo marco legal do setor. Campo Grande está nesse grupo — e mais do que isso, figura entre as líderes.

Na prática, os números refletem um avanço que vai além das estatísticas. No coração da cidade, a Praça Ary Coelho oferece água potável, tratada e gelada gratuitamente à população — um símbolo simples, mas direto, de como o saneamento deixou de ser invisível para se tornar parte do cotidiano.

A Capital fechou 2024 com 98,72% de cobertura de abastecimento de água, índice que supera com folga a média nacional de 84,1% e se aproxima do nível de excelência de 99% exigido pelo ranking. No esgotamento sanitário, o salto também chama atenção: 91,11% de cobertura, muito acima dos 56,7% registrados no país.

Esse desempenho coloca Campo Grande em um grupo restrito de capitais que já ultrapassaram o patamar de 90% de coleta de esgoto — um dos principais desafios históricos do saneamento no Brasil.

Por trás dos indicadores, está o ritmo dos investimentos. O município aplicou R$ 217,39 por habitante, valor significativamente superior à média nacional (R$ 137,02) e também acima da média das capitais (R$ 138,27). O volume se aproxima do nível considerado necessário para garantir a universalização dos serviços.

Segundo o diretor-presidente da Agereg, José Mário Antunes, a meta agora é antecipar prazos. A expectativa é que Campo Grande atinja a universalização do esgotamento sanitário antes de 2033, prazo definido pelo novo marco legal. No curto prazo, o objetivo é alcançar 98% de cobertura até 2028.

O avanço no saneamento não se resume à infraestrutura. Ele impacta diretamente indicadores de saúde pública, qualidade de vida e desenvolvimento econômico — fatores cada vez mais observados por investidores e organismos internacionais.

Ao ocupar o top 5 nacional, Campo Grande não apenas melhora seus próprios indicadores, mas também se posiciona como referência em um país onde o saneamento ainda é, para milhões, um problema básico não resolvido.