Estudante de medicina é presa com 134 medicamentos emagrecedores do Paraguai
Jovem alegou transporte para conseguir dinheiro e pagar mensalidades atrasadas da faculdade
Estudante de medicina foi presa com medicamentos emagrecedores trazidos do Paraguai. A prisão em flagrante ocorreu no sábado (3), durante fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-267, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Uma estudante de medicina de 20 anos foi presa em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal transportando medicamentos emagrecedores ilegais do Paraguai. A prisão ocorreu durante fiscalização de rotina na BR-267, em Maracaju, Mato Grosso do Sul. Foram apreendidos 134 medicamentos emagrecedores com tirzepatida e duas ampolas de GHK-CU. A estudante afirmou que receberia R$ 100 por caixa transportada e usaria o dinheiro para pagar mensalidades atrasadas da faculdade. Após audiência de custódia, ela obteve liberdade provisória mediante fiança de R$ 3.242.
Conforme o boletim de ocorrência, a abordagem ocorreu por volta das 18h, durante fiscalização de rotina. O veículo vistoriado era um Renault Master, pertencente a uma empresa de transporte de passageiros que fazia o itinerário Ponta Porã–Campo Grande.
Durante a entrevista, a passageira demonstrou nervosismo. Após apresentar o ticket de bagagem, os policiais localizaram a mala vinculada à estudante. Na vistoria, foram encontrados 134 medicamentos emagrecedores, rotulados como tirzepatida 15 mg, com diferentes nomes comerciais, entre eles Lipoless, Tizerc, T.G e Tirzec, além de duas ampolas de GHK-CU, composto utilizado para tratamento estético. Também foi apreendido o celular da estudante.
Segundo a equipe policial, os produtos se enquadram, em tese, como medicamentos de comercialização proibida no Brasil, conforme resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Diante disso, a ocorrência foi caracterizada como crime de contrabando.
A estudante foi conduzida, juntamente com os medicamentos, à Polícia Federal em Dourados. O veículo de transporte não apresentava irregularidades e foi liberado após os procedimentos.
No local da abordagem, a jovem declarou que receberia R$ 100 por caixa transportada e que a mercadoria seria entregue a um homem identificado como Kauan, em um atacadista de Campo Grande.
Em depoimento, afirmou ser estudante de medicina em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Disse que a mãe custeia a faculdade, mas que havia atrasos no pagamento e que precisava quitar a rematrícula, cujo valor sofre reajuste anual. Relatou que, por volta do dia 22 de dezembro, um homem paraguaio, ambulante, abordou-a no centro da cidade e ofereceu-lhe o transporte dos medicamentos até o Brasil.
Ficou combinado que a retirada ocorreria no dia 3 de janeiro, por volta das 14h, quando um homem desconhecido lhe entregou uma sacola com os medicamentos em via pública, nas proximidades do Shopping West Garden, em Pedro Juan Caballero. Ela afirmou que não conferiu a quantidade, colocou os produtos na mala e seguiu para Ponta Porã, de onde embarcou em uma van com destino a Campo Grande por volta das 16h30.
Ainda segundo o relato, o valor recebido permitiria pagar a matrícula e dois meses de mensalidades atrasadas do curso. Durante a abordagem em Maracaju, disse ter ficado nervosa por causa da carga transportada. A estudante contou a versão aos policiais, mas se recusou a fornecer a senha do celular.
O MPF (Ministério Público Federal) manifestou-se pela homologação do auto de prisão em flagrante e pela concessão de liberdade provisória mediante fiança, entendendo que não havia risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. Foram fixadas medidas cautelares, incluindo comparecimento periódico em juízo, fornecimento de telefone de contato e comunicação prévia em caso de ausência superior a dez dias da comarca.
Após passar por audiência de custódia, a estudante teve a liberdade provisória concedida mediante pagamento de fiança no valor de dois salários mínimos, totalizando R$ 3.242.
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