Estado amplia vacina hexa-acelular para prematuros e filhos de mães com HIV
Medida visa evitar o desperdício de doses e vale até o fim do prazo de validade do lote disponível
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) ampliou o público-alvo da vacina hexa-acelular para bebês prematuros e filhos de mães que vivem com HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). A medida temporária foi publicada nesta sexta-feira (27) e tem como objetivo evitar desperdício de doses e ampliar a proteção desse grupo.
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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul ampliou o público-alvo da vacina hexa-acelular, incluindo bebês prematuros e filhos de mães que vivem com HIV. A medida temporária visa evitar o desperdício de doses e aumentar a proteção desses grupos vulneráveis. O imunizante, que protege contra seis doenças em uma única aplicação, será distribuído aos 79 municípios do estado. A vacina é destinada a prematuros nascidos com menos de 37 semanas e peso inferior a 1,5 quilo, além de crianças expostas ou infectadas pelo HIV. A medida permanecerá válida até o fim do prazo de validade do lote disponível.
De acordo com a secretaria, a hexa-acelular protege, em uma única aplicação, contra seis doenças: difteria, que atinge principalmente as amígdalas, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite.
As doses serão distribuídas aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e a resolução vale até o fim do prazo de validade do lote disponível. Poderão receber o imunizante bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas e peso inferior a 1,5 quilo, além de filhos de mães que vivem com HIV/AIDS, expostos ou infectados pelo vírus.
Para a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a ampliação do público-alvo evita desperdícios e fortalece a cobertura vacinal. “Estamos falando de crianças que apresentam maior vulnerabilidade clínica. Ao ampliar temporariamente a indicação da hexa-acelular, garantimos proteção qualificada”, afirmou.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, a decisão foi tomada com base em critérios técnicos. “A ampliação temporária é resultado da articulação entre a Coordenadoria Estadual de Imunização e os CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais), com o objetivo de otimizar o uso das doses disponíveis”, destacou.
Ainda conforme a secretaria, as crianças vacinadas com a hexa-acelular dentro dessa estratégia não precisam receber a vacina contra a poliomielite de forma separada, já que o imunizante contempla essa proteção.


