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Interior

Homem é condenado a 44 anos por matar ex-esposa cinco dias após medida protetiva

Réu planejou o assassinato, escondendo-se por 36 horas em um salão comercial anexo à residência da vítima

Por Bruna Marques | 28/05/2025 08:07
Homem é condenado a 44 anos por matar ex-esposa cinco dias após medida protetiva
Vítima e autor em foto publicada em perfil de rede social (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Paranaíba condenou nesta terça-feira (27), Eurico Costa Machado a 44 anos e 5 meses de prisão pelo assassinato de sua ex-esposa, Alessandra da Penha Cardoso, 42. O crime ocorreu no dia 29 de agosto de 2023, apenas cinco dias após o réu ter sido intimado sobre medidas protetivas de urgência que a vítima havia solicitado.

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Eurico Costa Machado foi condenado a 44 anos e 5 meses de prisão pelo feminicídio da ex-esposa, Alessandra da Penha Cardoso, em Paranaíba (MS). O crime ocorreu em 29 de agosto de 2023, cinco dias após Eurico ser intimado sobre medidas protetivas requeridas pela vítima. Ele a esfaqueou após invadir sua casa, enquanto ela estava sozinha.Movido por ciúmes e pela recusa de Alessandra em reatar o relacionamento, Eurico planejou o assassinato, escondendo-se por 36 horas em um salão comercial anexo à residência da vítima. Câmeras de segurança registraram a fuga de Alessandra, ferida, segundos após a saída do filho. A polícia encontrou com Eurico dinheiro, malas e um celular novo, sugerindo uma possível fuga para Portugal. A delegada Eva Maira Cogo destacou a importância da condenação como um marco no combate à violência de gênero.

As investigações, conduzidas pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Paranaíba, revelaram que Eurico permaneceu escondido por 36 horas em um salão comercial anexo à casa da vítima, aguardando o momento oportuno para o ataque. Assim que o filho da vítima deixou a residência, ele invadiu o local e golpeou Alessandra com uma faca no pescoço, atingindo a jugular e a laringe, o que causou sua morte.

Imagens de câmeras de segurança mostraram Alessandra saindo para a rua gravemente ferida, apenas 31 segundos após a saída do filho.

Segundo a apuração da polícia, o crime foi motivado pela recusa da vítima em retomar o relacionamento e por ciúmes, uma vez que o réu a acusava de estar se envolvendo com outra pessoa. O comportamento de Eurico demonstra uma tentativa de manter o controle sobre a vítima, mesmo após o fim da relação, o que caracteriza o crime como feminicídio, motivado por menosprezo à condição de mulher.

Preso em flagrante logo após o crime, Eurico permaneceu no EPPAR (Estabelecimento Penal de Paranaíba) até o julgamento.

A delegada titular da DAM, Eva Maira Cogo, ressaltou a importância da condenação. “Trata-se de um caso de extrema gravidade, que mobilizou toda a equipe da DAM desde os primeiros momentos. A condenação pelo Tribunal do Júri reforça o valor da vida das mulheres e a intolerância do sistema de justiça frente à violência de gênero”, afirmou.

Feminicídio - Eurico foi intimado sobre a medida protetiva apenas cinco dias antes de cometer o crime. Alessandra havia registrado boletim de ocorrência contra o ex-marido no dia 20 de agosto, o que resultou na concessão da proteção judicial no dia seguinte.

No entanto, na manhã de 29 de agosto, Eurico se escondeu por horas em um salão anexo à residência da vítima, aguardando o momento em que o filho dela saísse. Assim que o jovem deixou o local, Alessandra foi atacada dentro de seu quarto. Mesmo ferida gravemente no pescoço, ela tentou buscar ajuda, mas não resistiu.

Após o crime, o autor fugiu pulando muros de casas vizinhas, mas foi capturado pela Polícia Militar ainda em flagrante. Com ele foram encontrados dinheiro, malas e um celular novo, indicando intenção de fuga para Portugal. Ele confessou o crime, que, segundo a Polícia Civil, foi claramente premeditado. Alessandra morreu na Avenida Evaristo Pereira Ferreira e a cidade de Paranaíba não registrava feminicídio havia mais de três anos.

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