ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, SEXTA  06    CAMPO GRANDE 25º

Interior

Morre enfermeira atacada com marreta pelo marido, o 5º caso de feminicídio em MS

Crime ocorreu dentro da casa da família, na tarde de terça-feira, em Ponta Porã; três filhos ficaram feridos

Por Bruna Marques | 06/03/2026 11:56
Morre enfermeira atacada com marreta pelo marido, o 5º caso de feminicídio em MS
Liliane de Souza Bonfim Duarte e o subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte (Foto: Reprodução)

Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, morreu nesta sexta-feira (6), após ter sido atacada com golpes de marreta pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, de 45 anos. A morte foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Rodrigo Inojosa.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Subtenente do Corpo de Bombeiros Militar mata esposa a marretadas em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, teve morte cerebral confirmada após ser atacada pelo marido Elianderson Duarte, de 45 anos, tornando-se a quinta vítima de feminicídio no estado em 2024. Os três filhos do casal também foram agredidos durante o ataque. Dois adolescentes sofreram ferimentos na cabeça e o terceiro teve abalo psicológico. O agressor foi detido por vizinhos ao tentar fugir e alegou legítima defesa, afirmando que a esposa tentou esfaqueá-lo.

Com a confirmação da morte, Liliane passa a ser a quinta vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026.

Conforme apurado pela reportagem, o protocolo de morte cerebral havia sido iniciado na quarta-feira (4). A confirmação ocorreu no início da tarde de hoje. "Fui informado que ela faleceu. Desligaram os aparelhos e a família irá doar os órgãos".

O crime aconteceu no fim da tarde de terça-feira, na casa onde o casal morava, na Rua Cacique, na região da Vila Reno, em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.

Liliane foi encontrada em casa, caída, inconsciente, com ferimentos graves e sangramento na cabeça e no rosto. Vizinhos prestavam os primeiros socorros quando a Polícia Militar chegou. O Corpo de Bombeiros encaminhou a vítima ao Hospital Regional de Ponta Porã, onde permanece sob atendimento médico.

Pouco tempo após o crime, o subtenente foi preso ao tentar fugir a pé pela Rua Humaitá, no mesmo bairro. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais civis que estavam na delegacia foram avisados por moradores sobre a fuga e saíram imediatamente em busca do suspeito. Ele foi encontrado caído no chão, já contido por vizinhos. No local, o militar se identificou como subtenente do 4º Grupamento de Bombeiros Militar e afirmou que teria agido em legítima defesa.

Conforme apurado pela reportagem, no momento em que foi capturado, ele disse à polícia que agiu porque a mulher teria tentado esfaqueá-lo com duas facas de serra.

Morre enfermeira atacada com marreta pelo marido, o 5º caso de feminicídio em MS
Marreta usada no crime foi apreendida pela polícia (Foto: Divulgação)

O Campo Grande News apurou que durante depoimento na delegacia, Elianderson ficou em silêncio. O delegado Rodrigo Inojosa, responsável pelas investigações, explicou que, no primeiro momento, a ocorrência foi registrada como lesão corporal e tentativa de feminicídio no boletim da Polícia Militar, pois ainda não havia clareza sobre a gravidade dos ferimentos.

Com a confirmação da morte da mulher e a análise das lesões sofridas pelos filhos, o registro foi atualizado. Agora, o caso é tratado como um feminicídio consumado, um feminicídio tentado, referente à filha, e uma tentativa de homicídio qualificado contra o filho do meio.

Segundo o delegado, a mudança na tipificação ocorreu após a polícia constatar a gravidade dos ferimentos das vítimas.

Cena de violência - Os três filhos do casal também ficaram feridos. Um adolescente de 15 anos e uma jovem de 17 apresentavam lesões e sangramento na região da cabeça. O menino de 13 anos sofreu abalo psicológico. Todos receberam atendimento no hospital após serem levados por vizinhos.

A polícia apreendeu a marreta com marcas de sangue e duas facas de serra que estavam próximas ao autor.

Durante a detenção, Elianderson reclamou de dores nos pés e escoriações pelo corpo. Ele afirmou que moradores o agrediram antes da chegada da viatura e pediu atendimento médico. O oficial de dia do 4º Grupamento acompanhou o encaminhamento do militar ao hospital da Cassems de Ponta Porã, onde ele ficou sob escolta.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.