Viveremos até os 150 anos: a aposta dos maiores cientistas
No dia 15 de setembro de 2.000, os dois mais renomados cientistas do envelhecimento, Steven Austad e Stuart Olshanky, fizeram uma aposta. Austad defendeu que a medicina seria capaz de fazer alguém nascido antes de 2.001 viver até os 150 anos. Olshanky foi contra. Cada um deles, então, colocou US$ 150 em um fundo de investimento. Em 2.016, quando um estudo apontou para um limite de 115 anos na expectativa de vida humana, a dupla dobrou a aposta. Apesar da pesquisa, Austad permaneceu confiante em sua previsão. A aposta só terminará em 2.150, quando o fundo terá uma soma milionária. Pelas regras do acordo, os descendentes de um deles ficarão com o dinheiro.
Aumentou, mas está desacelerando.
Em todos os países, a expectativa de vida aumentou nos últimos 30 anos. Os campeões de longevidade são a Austrália, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália, Hong Kong, Suécia e Suíça. Mas a taxa desse crescimento desacelerou em todos, menos em Hong Kong. Olshanky prevê que o sarrafo é muito mais baixo. Deve ficar na casa dos 87 anos, em média. Algo como 84 anos para homens e 90 para mulheres.
Passaram a se importar mais com o bem viver.
Nos últimos anos, uma outra métrica tem ganhado espaço entre os especialistas em longevidade: em vez de focar no quanto viveremos, deveríamos voltar as atenções para o quão bem se vive, o tempo de vida saudável. Faz sentido. Afinal, chegar aos 100 anos jogado em cima de uma cama, com Alzheirmer, sem pode andar e enxergar é longevidade?
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