Estrutura é precária e falta triagem no Hospital Militar, reclama professor
Ele acompanha a sogra na instituição, uma idosa de 67 anos usuária do plano de saúde do Exército
A falta de equipe de triagem para fazer acolhimento e classificação de risco dos pacientes, além da necessidade de manutenção em apoios para acessibilidade no Hospital Militar de Área de Campo Grande, são reclamações que o professor e assistente social, Josué Lemes, faz após anos de insatisfação com o atendimento oferecido à sogra, uma idosa de 67 anos que é usuária do plano de saúde do Exército, o Fusex.
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O Hospital Militar de Campo Grande enfrenta críticas devido à falta de equipe de triagem e más condições de equipamentos de acessibilidade. A denúncia parte do professor Josué Lemes, que acompanha o tratamento da sogra, de 67 anos, usuária do plano de saúde do Exército (Fusex). Entre os problemas relatados estão a ausência de classificação de risco no pronto atendimento, equipamentos de acessibilidade com necessidade de manutenção e falhas no serviço de alimentação. O caso foi reportado à Ouvidoria da instituição e ao Ministério Público Militar em Brasília. O Comando Militar do Oeste, responsável pela unidade, foi questionado sobre as denúncias.
Nesta terça-feira (10), ele relatou ao Direto das Ruas ter procurado a Ouvidoria da instituição e enviado e-mail para o Ministério Público Militar, que fica em Brasília (DF), para tentar forçar alguma melhoria na instituição. "Há 15 anos levamos minha sogra naquele local e só tem piorado. É ruim não só para ela, mas para todos", afirmou. Ele formalizou as reclamações na semana passada, após a paciente ficar internada e os problemas serem observados.
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Segundo Josué, o pronto-socorro está sempre cheio e, da última vez que estiveram lá, não havia equipe para avaliar previamente a idosa. "Um militar da recepção só falou: bate lá na porta e fala com o médico", afirma. Fazer classificação de risco é uma exigência prevista em normas do Ministério da Saúde.

O genro explica que a paciente está com a saúde debilitada. Ela tem problemas cardíacos, renais e depende de hemodiálise. Usa cadeira de rodas atualmente por estar com dificuldade de locomoção.
No dia em que a idosa ficou internada, Josué flagrou a necessidade de manutenção em apoios para acessibilidade no quarto. "A barra colocada na parede para o paciente segurar, por exemplo, estava quase solta. Fora uma poltrona rasgada", diz. Ele também sentiu falta de pulseira, adesivo para a roupa ou folha que identificassem a paciente no quarto para prevenir alguma confusão pelos profissionais de saúde que estavam cuidando dela.
Marmitex - Ainda no dia da internação, o professor se revoltou ao encontrar um pedaço de pau em uma marmitex. A refeição é fornecida ao paciente e ao acompanhante no hospital.

Ele reportou a situação à Ouvidoria. A resposta recebida na copa foi que seria um tempero. "Mas como, desse tamanho?", pergunta.
Melhorias - Josué lembra que os usuários do Fusex têm valores descontados mensalmente dos salários e benefícios para manter os serviços do hospital e que o Exército também recebe repasses federais e estaduais com essa mesma finalidade.
A reportagem questionou a assessoria de imprensa do Comando Militar do Oeste, responsável pelo hospital, sobre os problemas. A situação é apurada e mais informações serão disponibilizadas em breve, de acordo com a resposta.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.



