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Economia

MS arrecadou R$ 49,5 milhões em royalties da mineração em 2025

Mesmo com queda de 28,4% na receita, Estado permanece entre os dez maiores arrecadadores do país

Por Jhefferson Gamarra | 06/03/2026 17:24
MS arrecadou R$ 49,5 milhões em royalties da mineração em 2025
Área de exploração de minério em Corumbá (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul arrecadou R$ 49,58 milhões em 2025 com a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral), conhecida como royalties da mineração. Mesmo com retração na receita em comparação ao ano anterior, o Estado manteve presença entre os dez principais arrecadadores do país, ocupando a 8ª posição no ranking nacional.

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Mato Grosso do Sul arrecadou R$ 49,58 milhões em royalties da mineração em 2025, mantendo-se entre os dez principais estados arrecadadores do país. Apesar da queda de 28,42% em relação a 2024, devido à redução do preço internacional do minério de ferro, o estado ocupou a oitava posição no ranking nacional. A região oeste concentra a maior parte da atividade mineradora, com Corumbá liderando a arrecadação (R$ 28,16 milhões), seguida por Ladário (R$ 8,16 milhões) e Bela Vista (R$ 3,03 milhões). O ferro e o minério de ferro representaram 66% da receita, com 167 empresas operando em 57 municípios do estado.

Os dados constam no Relatório da Mineração em Mato Grosso do Sul – CFEM, elaborado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base em informações da ANM (Agência Nacional de Mineração). Segundo o levantamento, a arrecadação estadual representou 0,63% do total nacional registrado em 2025.

Apesar da posição de destaque, houve redução de 28,42% em relação à arrecadação de 2024. A queda está associada principalmente à diminuição do preço médio internacional do minério de ferro, que influencia diretamente o cálculo da compensação financeira paga pelas empresas mineradoras.

De acordo com o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, o setor mineral continua sendo importante para a economia regional e para a geração de receitas públicas.

“O setor mineral tem papel importante na economia regional e os recursos da CFEM são fundamentais para que os municípios possam investir em infraestrutura, saúde e educação. É uma atividade que precisa caminhar com responsabilidade ambiental e retorno social”, afirmou.

A mineração sul-mato-grossense segue fortemente concentrada na região oeste do Estado, especialmente nos municípios de Corumbá e Ladário, onde estão localizados importantes depósitos minerais explorados há décadas.

Em 2025, Corumbá liderou a arrecadação estadual da CFEM, com R$ 28,16 milhões, o que corresponde a 56,8% de toda a receita obtida no Estado. Na sequência aparece Ladário, com R$ 8,16 milhões, equivalente a 16,47% do total.

Bela Vista ocupa a terceira posição, com arrecadação de R$ 3,03 milhões. Juntos, os três municípios responderam por 79,39% da arrecadação estadual da CFEM no ano, evidenciando o peso da mineração nessa região.

Entre as substâncias minerais exploradas em Mato Grosso do Sul, o ferro e o minério de ferro continuam sendo os principais responsáveis pela arrecadação de royalties. Juntos, esses dois produtos representaram mais de 66% da receita gerada pela CFEM no Estado em 2025.

O calcário aparece na sequência, com participação de 8,35%. Outros minerais também contribuem para a atividade mineral estadual, como basalto e manganês, que possuem participação relevante no conjunto da arrecadação.

O levantamento aponta que a mineração em Mato Grosso do Sul vem apresentando ampliação e diversificação. Em 2025, foram registradas operações envolvendo 20 diferentes substâncias minerais, número superior ao de 2024, quando foram identificadas 17.

Ao todo, 167 empresas realizaram algum tipo de operação mineral no Estado no último ano, quantidade também maior que a registrada no período anterior.

Além da exploração de minerais metálicos, atividades ligadas à construção civil e ao agronegócio têm ampliado a presença da mineração em diferentes regiões do território sul-mato-grossense. Entre as substâncias com maior número de empresas atuando estão areia, basalto, cascalho e calcário.

O relatório também mostra que 57 municípios registraram arrecadação de CFEM em 2025, indicando uma gradual expansão da atividade mineral para além das regiões historicamente mineradoras.

A mineração tem papel histórico no desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. O Estado possui reservas relevantes de ferro e manganês, especialmente na região do Pantanal, além de depósitos de calcário e outros minerais encontrados em áreas como a Serra da Bodoquena.

Por ocorrer em regiões ambientalmente sensíveis, a atividade exige atenção constante à governança ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais. Nesse cenário, a Semadesc afirma que tem reforçado diretrizes que buscam conciliar desenvolvimento econômico, preservação ambiental e retorno social para as comunidades afetadas pela atividade mineral.

O que é a CFEM - A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) é uma contrapartida paga pelas empresas mineradoras pela exploração econômica de recursos minerais, considerados bens da União. Os valores arrecadados são distribuídos entre União, Estados e municípios.

Os recursos devem ser aplicados em ações que contribuam para o desenvolvimento das regiões impactadas pela atividade mineral, como investimentos em infraestrutura, saúde, educação e melhoria das condições urbanas.