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Educação e Tecnologia

Acesso à internet em escola públicas de MS beira 100% e supera média nacional

Censo aponta que 99,6% das unidades de ensino básico estão conectadas; avanço em dez anos foi de 8,2 pontos

Por Jhefferson Gamarra | 12/03/2026 13:25
Acesso à internet em escola públicas de MS beira 100% e supera média nacional

O acesso à internet nas escolas públicas de educação básica de Mato Grosso do Sul está próximo da universalização. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que 99,6% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio do estado possuem conexão à internet. O índice coloca Mato Grosso do Sul acima da média nacional, que ficou em 93,1% no mesmo período.

RESUMO

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O acesso à internet nas escolas públicas de Mato Grosso do Sul atingiu 99,6% em 2025, superando a média nacional de 93,1%. O avanço foi significativo na última década, com crescimento expressivo tanto em áreas urbanas quanto rurais, incluindo escolas indígenas e de educação especial.A expansão está relacionada à Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, que destinou R$ 3 bilhões entre 2023 e 2025 para melhorar a infraestrutura digital nas escolas. Além da conectividade, houve aumento no uso pedagógico da internet, passando de 55,5% para 84% das escolas, e na disponibilidade de computadores para estudantes.

A evolução ocorreu ao longo da última década. Em 2015, 91,5% das escolas públicas sul-mato-grossenses estavam conectadas. Dez anos depois, o percentual cresceu 8,2 pontos percentuais, chegando ao patamar atual de quase totalidade das unidades de ensino com acesso à rede.

Os dados também indicam avanços tanto nas áreas urbanas quanto nas regiões rurais do estado. Nas cidades, a conectividade passou de 95,4% em 2015 para 99,9% em 2025, um crescimento de 4,5 pontos percentuais. Já nas áreas rurais o salto foi maior: a presença de internet nas escolas saiu de 73,9% para 98,3% no mesmo período, avanço de 24,4 pontos percentuais.

A expansão também ocorreu em modalidades e contextos específicos da educação básica. Nas escolas indígenas, o acesso à internet cresceu de 63,8% em 2015 para 98,6% em 2025, um aumento de 34,8 pontos percentuais. Já nas instituições de educação especial, o índice subiu de 94,6% para 99,8%, crescimento de 5,3 pontos percentuais.

Além da presença da internet nas escolas, o levantamento também mostra avanço na utilização da conectividade para atividades pedagógicas. Entre 2019 e 2025, o número de escolas públicas com internet disponível para ensino e aprendizagem subiu de 55,5% para 84%, um aumento de 28,5 pontos percentuais.

No mesmo intervalo, também houve crescimento na disponibilidade de computadores para estudantes. O percentual de escolas com desktops ou laptops acessíveis aos alunos passou de 65,3% em 2019 para 73,6% em 2025, avanço de 8,4 pontos percentuais.

Os resultados observados no Censo Escolar estão relacionados a políticas federais voltadas à ampliação da conectividade nas escolas públicas. Uma das principais iniciativas é a Enec (Estratégia Nacional de Escolas Conectadas), lançada em setembro de 2023.

A política reúne ações para ampliar o acesso à internet de qualidade nas escolas, melhorar a infraestrutura elétrica e as redes internas de Wi-Fi, além de estimular o uso pedagógico das tecnologias digitais.

Entre 2023 e 2025, aproximadamente R$ 3 bilhões foram destinados para iniciativas de conectividade em escolas estaduais e municipais em todo o país, em regime de colaboração entre o governo federal, estados e municípios.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o objetivo da política é garantir que a tecnologia seja usada como ferramenta de aprendizagem.

“Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou.

O ministro também destacou que o simples acesso à internet não garante o uso educacional da tecnologia. “O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor ou para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. É por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou.

O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O levantamento contabiliza 178,8 mil escolas de educação básica em todo o Brasil.

A divulgação dos resultados referentes a 2025 ocorreu em 26 de fevereiro de 2026. O levantamento reúne informações sobre escolas, professores, gestores, turmas e estudantes de todas as etapas e modalidades da educação básica.

Os dados produzidos pelo censo são utilizados para a formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas na área da educação. As informações também servem de base para programas do Ministério da Educação e para a definição de critérios de atuação junto a estados e municípios.

Além disso, os resultados subsidiam o cálculo de indicadores educacionais, como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), e ajudam a contextualizar os resultados das avaliações educacionais e a acompanhar a trajetória dos estudantes ao longo da vida escolar.

A precisão das informações também é fundamental para o repasse de recursos federais, como os do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizados no ano seguinte à coleta dos dados.

Para complementar as informações do Censo Escolar, o Ministério da Educação também utiliza o Indicador Escolas Conectadas, dentro da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas.

O indicador avalia se a internet disponível nas escolas reúne condições adequadas para o uso pedagógico. Entre os critérios analisados estão a velocidade da conexão, a existência de rede Wi-Fi nos ambientes escolares e a infraestrutura elétrica compatível.

O sistema reúne diferentes fontes de informação, como medições de velocidade da internet, dados contratuais e registros validados por gestores escolares, permitindo monitorar se a conectividade está sendo efetivamente utilizada no processo de ensino e aprendizagem.