Candidatos à presidência da Federação de Futebol disputam salário de R$ 215 mil
Na gestão de Ednaldo Rodrigues, o salário dos presidentes das federações estaduais aumentou 200%

Com eleições marcadas para a próxima terça-feira, 8 de abril, os candidatos à presidência da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) disputam um salário de R$ 215 mil, valor pago pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aos presidentes estaduais.
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Com eleições marcadas para 8 de abril, candidatos à presidência da FFMS disputam salário de R$ 215 mil, pago pela CBF. O valor aumentou quase 200% desde 2021. Seis candidatos estão na disputa, incluindo Estevão Petrallas, atual presidente interino, que apoia Ednaldo Rodrigues, reeleito presidente da CBF. Petrallas assumiu após prisão de Francisco Cesário, investigado por corrupção. Ronaldo retirou candidatura à CBF por falta de apoio das federações. A eleição da FFMS ocorrerá em Campo Grande, com 51 filiados aptos a votar.
Ao todo, seis estão homologados e aptos a disputar a eleição, conforme resolução publicada pela FFMS: Américo Ferreira da Silva Neto, presidente fundador do Novo Futebol Clube; André Delgado Baird, presidente do Costa Rica Esporte Clube; Antônio Vieira Cesário da Cunha, ex-presidente do Operário; Estevão Antônio Petrallas, atual presidente interino da FFMS; Marco Antônio de Araújo, presidente do Dourados; e Paulo Sérgio Teles, ex-presidente do Cene.
Petrallas não recebe salário atualmente porque assumiu interinamente o comando da federação, declarou apoio à reeleição de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF, realizada em março deste ano. “Esse apoio não foi apenas um voto, mas uma afirmação da continuidade de um trabalho que tem sido fundamental para o fortalecimento do nosso esporte”, afirmou.
Ainda em nota, Petrallas disse que Ednaldo “não representa apenas a CBF, mas o futuro do futebol nacional, com mais inclusão, mais respeito e mais oportunidades”.
O dirigente ocupa o cargo desde o afastamento e prisão de Francisco Cesário de Oliveira, então presidente da FFMS, alvo da Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em 2023, investigado por corrupção.
Ao todo, 51 filiados estão aptos a votar na Assembleia Geral Extraordinária da FFMS, que elegerá o próximo presidente da entidade. A eleição será realizada às 10h30, em primeira convocação, e às 11h, em segunda convocação, no Grand Park Hotel, em Campo Grande.
Super salário - Levantamento da revista Piauí aponta que, durante a gestão de Ednaldo Rodrigues — recentemente reeleito presidente da CBF —, houve um aumento de quase 200% no repasse aos dirigentes das federações, que saltou de R$ 50 mil mensais em 2021 para os atuais R$ 215 mil, com direito ao chamado “décimo sexto salário”.
No dia 12 de março, o ex-jogador e pentacampeão mundial Ronaldo anunciou em suas redes sociais a retirada da candidatura à presidência da CBF. Segundo ele, as federações estaduais se recusaram a recebê-lo para discutir propostas para o futebol brasileiro, por já apoiarem a reeleição de Ednaldo Rodrigues.
“No meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. Não pude apresentar meu projeto, levar minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura para o diálogo”, escreveu.
Ronaldo ainda afirmou que o peso do voto das federações estaduais é maior que o dos demais eleitores. No dia 24 de março, Ednaldo foi confirmado como presidente da CBF até março de 2030, com apoio unânime das 27 federações estaduais e dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
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