Primeiro dia de Cordão Valu reúne 10 mil foliões na Esplanada Ferroviária
Em 2026, o bloco completa 20 anos de tradição no Carnaval de Campo Grande
O primeiro dia do Bloco Cordão Valu reuniu cerca de 10 mil pessoas na Esplanada Ferroviária de Campo Grande. A estimativa foi feita pela Polícia Militar, que levou em consideração apenas a área delimitada oficialmente para o Carnaval. Em 2026, o bloco completa 20 anos de tradição na Capital.
RESUMO
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O Bloco Cordão Valu reuniu aproximadamente 10 mil pessoas na Esplanada Ferroviária de Campo Grande em seu primeiro dia de festividade. O evento, que completará 20 anos em 2026, é organizado por Silvana Valu, que destaca a importância do Carnaval como festa popular e de pertencimento. Entre os destaques da celebração, o grupo "Butterfly Girl", formado por mulheres acima de 50 anos, chamou atenção com fantasias iluminadas. O evento também contou com a participação do bloco inclusivo "Nada Sobre Nós, Sem Nós", reforçando a presença de pessoas com deficiência na folia. O Cordão Valu encerra as festividades na terça-feira.
À frente da organização está Silvana Valu, presidente do Cordão Valu, que mesmo após duas décadas ainda sente o mesmo frio na barriga. “A tensão e a expectativa só aumentam a cada ano porque o cordão vai crescendo cada vez mais e é uma festa enorme, demanda muita organização, muita gente trabalhando, mas a festa é sempre muito linda”, afirma.
Para ela, o Carnaval vai além da música e da fantasia. “Carnaval é uma festa popular, é uma festa de pertencimento, de memória, de emoção. É o momento que a gente pode ocupar as ruas, que a gente pode ser quem a gente quiser.”, comenta.
Silvana reforça ainda que a liberdade vivida na avenida é também um aprendizado para as novas gerações. “Não é uma liberdade perniciosa, mas é uma liberdade de poder viver a cidade”, destaca.
Com brilho e muita luz de LED, o grupo “Butterfly Girl”, formado somente por mulheres 50+, chamou atenção entre os foliões. Eleisa França, de 74 anos, foi quem teve a ideia de usar asas iluminadas. “Eu sempre gosto muito de luzes. Aí eu vi e compramos as asas que acendem com luz de led”, contou. Segundo ela, cada asa custou R$ 150 e foi comprada pela internet.
Tania Cardoso, de 65 anos, explica que a produção é tradição entre elas. “Todo ano a gente faz esse bloco e cada ano é uma fantasia diferente. Bloco das amigas.” Já Elaine Mendes, de 56, não escondeu o orgulho da produção. “Esse ano a gente superou. Eu tinha certeza que a gente ia se superar”, pontuou.
Outra integrante do grupo, Silvia Renata Cunha, de 54 anos, disse que a recepção do público foi calorosa. “Todo mundo para, tira foto. Todo ano é assim”, relata. Para Valeria Leite, de 61, a animação é combustível para aguentar as horas de folia. “O segredo da disposição é alegria, fé e amizade”, resume.
Inclusão também é folia - O professor Márcio Ximenes Ramos, de 45 anos, participou do Carnaval acompanhado da companheira e da filha. Com deficiência visual, ele reforça a importância de ocupar os espaços públicos.
“Eu gosto do Carnaval, acho que é uma questão cultural. Além disso, estar aqui é passar a mensagem de que a pessoa com deficiência pode estar onde ela quiser”, afirma.

Devidamente fantasiado, Márcio acredita que a cidade tem avançado na inclusão, mas ainda há desafios. “Não é muito fácil para a gente ir sozinho. As pessoas também precisam dar mais oportunidade de contato, se aproximar e conversar com as pessoas que têm deficiência”, aconselha.
Ele integra o grupo inclusivo “Nada Sobre Nós, Sem Nós”, criado para ampliar a presença de pessoas com deficiência na folia. A psicóloga Geíza Ferreira dos Santos, de 43 anos, companheira do professor, destaca a importância do movimento.
“A pessoa com deficiência na rua é mais um momento para que se acostumem com essa presença. O bloco inclusivo veio para quebrar esse estigma e colocar a pessoa com deficiência também para sambar na avenida. O Carnaval tem que ser uma festa democrática”, defende.
Glitter e criatividade - Entre os foliões mais jovens, a criatividade também roubou a cena. As amigas Bianca Lopes, de 25 anos, Karen Centurion, de 24, Letícia Mussato, de 24, e Gabrielly Batista, de 25, planejaram a fantasia de Fred Mercury prateado com cinco meses de antecedência.
Bianca conta que a ideia surgiu no grupo de amigas. “A gente já estava pensando há uns cinco meses. Foi uma pesquisa mesmo”, detalha. Segundo Karen, veio do TikTok a inspiração para todas encararem a pintura de todo o corpo.
“A gente misturou gel de cabelo com purpurina para pintar o corpo e no rosto foi só a purpurina”, explica Letícia. Entre os foliões, o grupo foi sensação e até posou para fotos
Na terça-feira (17), o Cordão Valu retorna à Esplanada Ferroviária, às 15h, para o encerramento do Carnaval de Rua de Campo Grande.
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