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Lado Rural

Governo amplia acesso ao crédito rural para melhorar genética de rebanhos

Nova resolução inclui biotecnologias reprodutivas no programa de agropecuária sustentável

Por Gustavo Bonotto | 27/03/2026 21:27
Governo amplia acesso ao crédito rural para melhorar genética de rebanhos
Rebanho agrupado durante visita a fazenda. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288 que amplia o acesso ao crédito rural para melhoramento genético da pecuária no Brasil. A medida permite o financiamento de sêmen, óvulos e embriões, além de serviços de inseminação artificial e transferência de embriões, dentro do RenovAgro (Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis).

RESUMO

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O Conselho Monetário Nacional aprovou resolução que amplia o acesso ao crédito rural para melhoramento genético da pecuária brasileira. A medida permite financiamento de sêmen, óvulos, embriões e serviços relacionados, com limite de R$ 5 milhões por produtor e prazo de pagamento de até cinco anos.A iniciativa, que integra o RenovAgro, visa reduzir a emissão de carbono na produção pecuária. Estudos indicam que a inseminação artificial pode diminuir em até 37% a emissão por litro de leite e 49% por quilo de peso vivo em bovinos de corte, além de melhorar significativamente os índices reprodutivos do rebanho.

A resolução inclui novas finalidades financiáveis no programa, principal linha de crédito voltada à produção agropecuária de baixo carbono. Produtores rurais passam a acessar recursos para investir em biotecnologias reprodutivas em bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos.

O limite de financiamento segue em até R$ 5 milhões por produtor. A norma autoriza o uso integral desse valor para aquisição de material genético e serviços relacionados. O prazo de pagamento chega a cinco anos, com carência de até 12 meses após a contratação.

Estudos técnicos apontam que a inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir em até 37% a emissão de carbono por litro de leite. Em sistemas de bovinos de corte, a redução pode alcançar 49% por quilo de peso vivo em comparação com a monta natural.

Os dados também indicam ganhos produtivos no rebanho. A idade ao primeiro parto cai de 48 para 24 meses. A taxa de desmame sobe de 60% para 80%, o que aumenta a eficiência e a competitividade da pecuária.

A resolução também altera regras do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Agricultores familiares passam a ter acesso às mesmas biotecnologias reprodutivas, com taxas de juros diferenciadas para a pecuária de leite.

A medida integra a estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária de ampliar a produção com menor impacto ambiental. A pasta defende que rebanhos mais eficientes permitem produzir mais com menos recursos e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a melhoria dos índices reprodutivos reduz o número de matrizes necessárias. Isso diminui o consumo de insumos, os custos de produção e a emissão de metano, com impacto direto para produtores e para o meio ambiente.