ICMBio estuda novas medidas de segurança após incidente no Rio Salobra
Chuva inesperada elevou afluente durante o passeio autorizado e levou ao resgate de turistas no Cânion
O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) estuda a adoção de novas medidas para reforçar a segurança nos passeios turísticos do Cânion do Rio Salobra, no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. Entre as ações em avaliação estão a ampliação do sistema de monitoramento do nível dos rios, a criação de uma trilha de saída de emergência e a possibilidade de uma rota alternativa de resgate que dispense a travessia pela água, como um acesso por cima do cânion ou até uma tirolesa.
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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está avaliando novas medidas de segurança para os passeios turísticos no Cânion do Rio Salobra, em Mato Grosso do Sul, após um incidente em que 44 pessoas ficaram ilhadas por quase quatro horas. As ações incluem a ampliação do monitoramento dos níveis dos rios e a criação de uma trilha de saída de emergência. O episódio ocorreu devido a uma chuva intensa que elevou rapidamente o nível do Rio Limoeiro, bloqueando a saída do passeio. O ICMBio suspendeu temporariamente as atividades turísticas no local e planeja instalar réguas de monitoramento no Rio Limoeiro, que não possuía esse equipamento. A operação dos passeios é realizada por condutores credenciados, com cerca de 180 profissionais habilitados.
Segundo o chefe do Parque e analista ambiental do ICMBio , Sandro Pereira, a situação registrada nesta sexta-feira (2) foi inédita na operação do atrativo. “Isso nunca tinha acontecido. Por isso, vamos aumentar o número de réguas de monitoramento e já estamos trabalhando em uma trilha de saída de emergência.”
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O desafio para as medidas é o relevo, porque se trata de um cânion com paredões muito altos. O chefe do Parque afirmou que também há discussões com a administração da área da Ecoserrana para viabilizar uma saída alternativa que permita o resgate sem a necessidade de deslocamento pelo leito do rio, “provavelmente por uma tirolesa ou um caminho de acesso por cima”, esclareceu.
As medidas estão sendo analisadas após um episódio em que 44 pessoas, entre visitantes e quatro guias, ficaram ilhadas por quase quatro horas durante uma trilha no Cânion do Rio Salobra. O grupo precisou ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Bonito, em uma área de difícil acesso, sem registro de feridos ou necessidade de atendimento médico.
De acordo com o ICMBio, o passeio havia sido iniciado dentro dos critérios de segurança. Conforme Sandro Pereira, o nível do Rio Salobra estava em 55 centímetros, abaixo do limite de 70 centímetros, marca a partir da qual as atividades são suspensas automaticamente. O dia era considerado normal de operação, e o passeio estava autorizado.
O imprevisto ocorreu já na parte final do percurso, no ponto onde o Rio Salobra se encontra com o Rio Limoeiro, 4km depois da saída. Uma chuva intensa e localizada atingiu a cabeceira do Rio Limoeiro, provocando uma elevação rápida e inesperada do seu nível. Como o afluente não contava com régua de monitoramento naquele trecho, a mudança não foi identificada a tempo.
Sandro Pereira explicou que as medidas incluem também a instalação de ao menos uma ou duas réguas no Rio Limoeiro. Segundo ele, o local não contava com esse tipo de equipamento porque nunca havia sofrido elevação do nível do rio antes do Salobra.
Enquanto o Rio Salobra subia de forma mais lenta, o volume elevado do Rio Limoeiro acabou bloqueando a saída do passeio. Por precaução, os responsáveis interromperam a trilha e acionaram o Corpo de Bombeiros, que realizou o resgate em uma operação que durou entre quatro e cinco horas, apesar da correnteza e do terreno acidentado.
Suspensão da trilha - Após o ocorrido, o ICMBio suspendeu temporariamente todas as atividades turísticas no local. Neste sábado (3), o nível do Rio Salobra já marcava 72 centímetros, acima do permitido, e o Rio Limoeiro permanecia cheio, com continuidade das chuvas na região.
Em seis anos de funcionamento do atrativo, segundo a administração do parque, nunca havia sido registrada uma situação em que um afluente subisse de forma tão rápida a ponto de inviabilizar a saída do passeio.
Atrativo - Segundo Sandro Pereira, embora o atrativo seja administrado pelo ICMBio, a operação dos passeios é realizada por condutores de visitantes credenciados pelo próprio instituto. Atualmente, cerca de 180 profissionais estão habilitados a atuar no parque. No local, são oferecidos dois tipos de atividade: o aquatracking, que consiste em caminhadas pelo leito do rio ou por trilhas nas margens, e a canoagem, feita com caiaques infláveis.
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