Câmaras de Vereadores têm pior índice de transparência no Estado
Douradina, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Coronel Sapucaia e Maracaju são as com menor desempenho
As Câmaras Municipais de Mato Grosso do Sul apresentam o menor índice de transparência nas contas públicas entre os órgãos avaliados pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado). Levantamento da Corte de Contas revela que, nos 79 portais legislativos analisados, a média de informações claras e completas é de apenas 56,54%. A grande maioria das casas de leis está enquadrada nos níveis "intermediário" ou "básico", enquanto cinco municípios permanecem na etapa "inicial" de lisura.
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As Câmaras Municipais de Mato Grosso do Sul registram o menor índice de transparência nas contas públicas entre os órgãos avaliados pelo Tribunal de Contas do Estado. Com média de apenas 56,54% de informações claras e completas nos 79 portais legislativos, a maioria das casas está nos níveis "intermediário" ou "básico". Douradina, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Coronel Sapucaia e Maracaju apresentam os piores desempenhos, com menos de 30% de informações essenciais. Apenas 11 Câmaras alcançaram os níveis mais altos, sendo três no grau "Diamante", seis no "Ouro" e duas no "Prata". O TCE-MS recomenda que os gestores utilizem o Radar da Transparência para adequações necessárias.
Douradina, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Coronel Sapucaia e Maracaju são as cidades onde as Câmaras possuem os piores desempenhos. Nessas localidades, a presença de informações consideradas essenciais — aquelas cujo descumprimento pode impedir o recebimento de transferências voluntárias — está abaixo de 30%.
O acórdão, relatado pelo conselheiro Márcio Monteiro, detalha que apenas 11 das 79 Câmaras atingiram os níveis mais altos: 3 conquistaram o grau “Diamante” (Coxim, Brasilândia e Sonora), 6 o nível “Ouro” (Nova Andradina, Ivinhema, Três Lagoas, Alcinópolis, Sete Quedas e Deodápolis) e 2 o selo “Prata” (Selvíria e Laguna Carapã).
O restante do cenário legislativo divide-se entre 27 portais no grau "intermediário", 32 no "básico" e os 5 já citados no "inicial". "Se levarmos em consideração somente os itens essenciais, apenas 21 câmaras conseguiram atingir 100%, o que representa 26% dos legislativos municipais. E mais, 32 reduziram o percentual se compararmos aos números atingidos em 2024", destaca o documento do TCE (Tribunal de Contas do Estado).
Apesar dos baixos índices em relação aos demais poderes, houve uma evolução média: o índice geral de transparência das Câmaras subiu de 47,39% em 2024 para os atuais 56,54%. Os dados também integram o Radar da Transparência Pública, mantido pela Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil).
Para o Tribunal, embora existam avanços, o cenário ainda exige rigor. "Há muito que se aprimorar no sentido de que sejam atendidos os níveis desejados de transparência por parte dos executivos e legislativos municipais e também os órgãos estaduais, com maior preocupação em relação aos itens essenciais e obrigatórios", pontua a Corte.
Municípios – No âmbito das prefeituras, o desempenho é superior. Campo Grande, Aparecida do Taboado e Eldorado atingiram o nível "Diamante", o que significa o cumprimento de mais de 95% dos itens essenciais. Já os municípios com selo "Ouro" são Santa Rita do Pardo, Ivinhema, Corumbá e Três Lagoas.
No entanto, o Tribunal alerta que apenas 24 prefeituras (30% do total) cumprem 100% dos itens essenciais, e 42 delas apresentaram queda no percentual de transparência em relação ao ano anterior.
Estado – Entre os órgãos estaduais, o Governo de Mato Grosso do Sul é o único a ostentar o selo "Diamante". A Assembleia Legislativa, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública estão no nível "Ouro".
A MSGÁS (Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul) e a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) obteve o grau "Prata", enquanto o Tribunal de Justiça atingiu o nível "Elevado". A Sanesul, avaliada pela primeira vez junto com a companhia de gás, ficou no nível "Intermediário".
Ao concluir o acórdão, o TCE-MS recomendou que os gestores com baixos índices utilizem o Radar da Transparência da Atricon para realizar as adequações necessárias em seus portais, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação.
A reportagem entrou em contato com as cinco Câmaras de Vereadores em nível inicial, mas todas estão em recesso. O espaço segue aberto.
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