Novo remédio aprovado pela Anvisa promete retardar avanço do Alzheimer
Tratamento age sobre placas no cérebro e teve eficácia avaliada em quase 1,8 mil pessoas

Um novo medicamento aprovado no Brasil passa a oferecer a possibilidade de retardar o avanço do Alzheimer em pacientes na fase inicial da doença. O tratamento é indicado para pessoas com demência leve e atua diretamente sobre alterações no cérebro associadas ao quadro. A autorização foi concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e publicada no DOU (Diário Oficial da União).
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A Anvisa aprovou um novo medicamento para retardar o avanço do Alzheimer em pacientes em estágio inicial. O Leqembi, produzido com o anticorpo lecanemabe, atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro, características da doença. Um estudo clínico com 1.795 pessoas diagnosticadas com Alzheimer inicial demonstrou a eficácia do tratamento. Durante 18 meses de acompanhamento, os pacientes que receberam o medicamento apresentaram progressão mais lenta da doença em comparação ao grupo que recebeu placebo, conforme medido pela escala CDR-SB.
O remédio leva o nome comercial Leqembi e é produzido com o anticorpo lecanemabe. A substância reduz as placas beta-amiloides, que se acumulam no cérebro de pessoas com Alzheimer. O produto é apresentado em solução para diluição e aplicação por infusão.
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Segundo a Anvisa, o medicamento não interrompe a doença nem reverte perdas já existentes. A indicação se restringe a pacientes que apresentam sinais iniciais do Alzheimer. O uso não se aplica a estágios moderados ou avançados.
A liberação se baseou em um estudo clínico com 1.795 pessoas diagnosticadas com Alzheimer em estágio inicial. Os participantes apresentavam placas beta-amiloides no cérebro e receberam o medicamento ou placebo. O acompanhamento ocorreu ao longo de 18 meses.
A eficácia foi medida pela mudança nos sintomas durante o período do estudo. A avaliação utilizou a escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating Sum of Boxes), que mede a gravidade da demência e o impacto na vida diária. O instrumento considera memória, orientação, julgamento e autonomia.
No grupo de 1.521 participantes analisados separadamente, o avanço da doença ocorreu de forma mais lenta entre os tratados com o medicamento. A pontuação na escala foi menor em comparação ao grupo que recebeu placebo.

