Regiões Sul e Sudoeste de MS terão chuvas abaixo da média e risco de incêndios
Análise do Cemtec aponta escassez hídrica e aumento de focos de calor nos próximos dias
As regiões Sul e Sudoeste de Mato Grosso do Sul devem registrar pouca chuva nos próximos dias, intensificando a escassez hídrica já observada nos últimos dois meses e ampliando o risco para ocorrência de focos de calor. Os dados constam na Análise Meteorológica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e foram apresentados durante a 25ª reunião do Cicoe (Centro Integrado de Comando e Controle), realizada na manhã desta quarta-feira (4), no Comando-Geral da Polícia Militar.
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A reunião foi coordenada pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck, que manifestou preocupação com as irregularidades no regime de chuvas. Segundo ele, os dados exigem que o Governo do Estado permaneça em alerta para evitar eventual descontrole dos focos de calor.
Conforme o levantamento do Cemtec, em janeiro as chuvas ficaram abaixo da média histórica em praticamente todo o Estado. Em fevereiro houve melhora na distribuição, mas ainda assim, em 29 dos 65 pontos monitorados, o volume registrado permaneceu abaixo da média.
No bioma Pantanal, os acumulados desde o início do ano até 28 de fevereiro ficaram acima da média em seis das oito regiões monitoradas. Apenas na região de Corumbá, com 338,4 milímetros, e no Pantanal da Nhecolândia, com 442,6 milímetros, os volumes superaram o esperado para o período.
Como reflexo da irregularidade das chuvas, o nível do Rio Paraguai, principal curso d’água da planície pantaneira, está próximo ao registrado em 2024 nas regiões de Ladário e Porto Murtinho. Em Cáceres, o nível do rio encontra-se bem acima do verificado em 2024 e próximo ao registrado no ano passado.
A tendência meteorológica para o período entre 3 e 19 de março indica redução de chuvas nas regiões Sudoeste e Sul de Mato Grosso do Sul. No restante do Estado, os volumes podem ficar pouco abaixo ou acima da média histórica. A previsão também se estende para o trimestre março, abril e maio, colocando metade do território estadual, especialmente áreas da bacia do Rio Paraná, em alerta para o risco de incêndios florestais.
Outro fator de preocupação é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que provocará mudanças no clima em escala global nos próximos meses, configurando o fenômeno conhecido como El Niño. A tendência para o trimestre é de temperaturas acima do normal em Mato Grosso do Sul e chuvas abaixo da média histórica, combinação que favorece a ocorrência de incêndios florestais.
De acordo com os modelos meteorológicos apresentados, o El Niño deve se estabelecer a partir de maio e influenciar o clima até o fim do ano, exigindo monitoramento constante e reforço nas estratégias de prevenção em todo o Estado.


