Transplantes de órgãos crescem 15% em MS e fila de espera chega a 428 pacientes
A maior demanda para realização de cirurgias é a de córnea com 298 procedimentos
Mato Grosso do Sul registrou aumento de 15% no número de transplantes de órgãos e tecidos em 2025, consolidando um avanço na regularidade e na capacidade da rede estadual de saúde.
RESUMO
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O número de transplantes de órgãos e tecidos em Mato Grosso do Sul aumentou 15% em 2025, totalizando 368 procedimentos, sendo 70 de órgãos sólidos e 298 de córneas. Entre os transplantes realizados, destacam-se 49 de fígado, 21 de rim, dois de medula óssea autólogo e cinco de ossos. A coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET), Claire Miozo, atribui o crescimento ao fortalecimento da estrutura e à integração entre hospitais e equipes assistenciais. A fila de espera no estado conta com 428 pacientes aguardando por córneas, 236 por rim e 10 por fígado. Em 2025, foram registrados 63 doadores efetivos de órgãos e 238 de córneas, além da oferta de 85 rins, oito fígados e oito corações para outros estados. Hospitais como a Santa Casa de Campo Grande, o Hospital Unimed, o Hospital Cassems e o Hospital Adventista do Pênfigo são parte da rede credenciada para realizar os procedimentos. A SES reforça a importância da autorização familiar para a doação de órgãos.
Dados da CET (Central Estadual de Transplantes) apontam que, ao longo do ano, foram realizados 70 transplantes de órgãos sólidos e 298 de córnea, totalizando 368 procedimentos.
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Entre os transplantes realizados estão 49 de fígado, 21 de rim, 2 de medula óssea autólogos e 5 de ossos.
Para a coordenadora da CET/MS, Claire Miozo, os resultados refletem o fortalecimento da estrutura e da organização do sistema. “Foi um ano marcado pela atuação integrada entre hospitais, equipes assistenciais e a Central, com avanços importantes na captação e no acompanhamento dos processos de doação e transplante”, afirmou.
Em 2024, Mato Grosso do Sul havia contabilizado 40 transplantes de órgãos sólidos e 278 de córnea, somando 318 procedimentos. O salto para 368 em 2025 confirma a ampliação das atividades transplantadoras.
No período, o Estado registrou 63 doadores efetivos de órgãos e 238 doadores de córnea. Além disso, foram ofertados para transplantes em outros Estados 85 rins, oito fígados e oito corações.
Atualmente, a fila de espera em Mato Grosso do Sul reúne 428 pessoas aguardando transplante de córnea, 236 por rim e 10 por fígado.
Mato Grosso do Sul, assim como grande parte do País, tende a manter o crescimento da fila de espera por uma cirurgia de transplante de córnea.
De acordo com informações da SES (Secretaria de Estado de Saúde), o tempo médio que um paciente do Estado espera por um transplante de córnea varia de 365 a 730 dias, a depender da quantidade de doações realizadas.
Hospitais credenciados - Os procedimentos de transplantes são realizados por unidades credenciadas que integram a rede estadual.
A Santa Casa de Campo Grande realiza transplantes de rim e córneas; o Hospital Unimed, de rim; o Hospital Cassems, de medula óssea autólogo; e o Hospital Adventista do Pênfigo, de fígado, rim, pâncreas, córneas e tecido musculoesquelético.
Em 2025, o Hospital Adventista do Pênfigo passou a atuar também nos transplantes de rim, pâncreas e tecido musculoesquelético, ampliando a oferta desses procedimentos. “Essa ampliação representa mais oportunidades para os pacientes que aguardam na fila e fortalece a capacidade transplantadora de Mato Grosso do Sul”, destacou Claire Miozo
A SES reforça que a realização dos transplantes depende da autorização familiar.
Para ser doador, não é necessário registro em documentos oficiais, bastando comunicar à família o desejo de doar órgãos e tecidos, atitude considerada fundamental para salvar vidas e reduzir o tempo de espera dos pacientes.


