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Cidades

PRF amplia monitoramento de placas para rastrear mandados de prisão

Plataforma emite alerta quando identifica veículos cujos proprietários são procurados pela Justiça

Por Gabriel Neris | 12/01/2026 08:42
PRF amplia monitoramento de placas para rastrear mandados de prisão
PRFs durante fiscalização em rodovia de Mato Grosso do Sul (Foto: Marcos Maluf)

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) firmou convênio com a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), para ampliar o alcance do Alerta Brasil, sistema que emite alertas quando identifica veículos cujos proprietários têm mandado de prisão em aberto. As informações são da Folha de S.Paulo.

RESUMO

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estabeleceu parceria com a Confederação Nacional dos Municípios para expandir o sistema Alerta Brasil, que identifica veículos de proprietários com mandados de prisão em aberto. O acordo permite o compartilhamento com guardas municipais e órgãos de trânsito, enquanto a PRF ganha acesso às câmeras de monitoramento municipais. O sistema, que já conta com 39 mil pontos de monitoramento, realiza leitura automática de placas e cruza dados com bases oficiais. Em 2025, a PRF efetuou 5.113 prisões por mandados. O programa foi adaptado para priorizar casos de violência de gênero, resultando na Operação Alerta Lilás, que prendeu 83 pessoas por crimes como feminicídio e estupro.

Assinado em dezembro, o acordo prevê o compartilhamento do sistema com guardas municipais e órgãos de trânsito de todo o país. Em troca, a PRF passa a ter acesso a câmeras de monitoramento instaladas pelos municípios, o que permite reduzir os chamados pontos cegos e acompanhar, em um único ambiente, veículos que deixam as rodovias federais e entram nos centros urbanos.

As polícias estaduais já utilizam o Alerta Brasil por meio de convênios firmados anteriormente.

Na prática, a plataforma faz a leitura automática de placas e monitora o fluxo viário em tempo real. Quando um veículo cujo dono tem mandado de prisão em aberto passa por um dos cerca de 39 mil pontos de monitoramento, o sistema cruza os dados da placa com bases oficiais.

O Alerta Brasil é alimentado por informações da PRF, do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), do Renach (Registro Nacional de Carteira de Habilitação), da Receita Federal e do Banco Nacional de Mandados de Prisão, mantido pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em 2025, a PRF prendeu 5.113 pessoas em cumprimento de mandados de prisão. A corporação não informa quantas dessas detenções tiveram origem direta nos alertas emitidos pelo sistema.

A proposta agora é levar a tecnologia a municípios que não teriam condições financeiras de arcar com o investimento necessário. Apenas no ano passado, foram aplicados R$ 58 milhões na manutenção do Alerta Brasil.

Segundo Nádia Zilotti, diretora de Inteligência da PRF, a integração é estratégica porque muitos agressores e outros criminosos atuam apenas no âmbito municipal ou estadual, fora do alcance direto das câmeras monitoradas pelo órgão federal.

De acordo com ela, o novo modelo também reduz a burocracia. Antes, a formalização de um convênio podia levar até nove meses. Com o acordo nacional, a adesão de novas cidades pode ser feita em poucos dias por meio de um termo simplificado.

Com a parceria, os alertas gerados pela inteligência da PRF passam a ser atendidos diretamente pelas guardas municipais.

Foco em violência de gênero

A PRF ajustou o sistema para priorizar veículos cujos proprietários tenham mandado de prisão em aberto por crimes relacionados à violência de gênero.

A partir dessa estratégia, foi lançada em outubro a Operação Alerta Lilás, que resultou na prisão, em rodovias federais, de 83 pessoas procuradas por crimes como feminicídio, estupro, agressão e tentativa de homicídio. Também houve detenções por inadimplência no pagamento de pensão alimentícia.