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Capital

Açougueiro que tentou matar marido de ex-namorada a facadas é condenado

Crime aconteceu em abril de 2025, quando autor foi até a casa da vítima no Santa Emília

Por Clara Farias | 17/03/2026 14:44
Açougueiro que tentou matar marido de ex-namorada a facadas é condenado
Guilherme Possidonio Aparecido de Moura sentado no banco dos réus (Foto: Juliano Almeida)

Guilherme Possidonio Aparecido de Moura, de 25 anos, acusado de tentar matar o marido da ex-namorada, Jonathan Leandro Souza de Paula, em abril de 2025, foi condenado a seis meses de detenção, em regime aberto. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri de Campo Grande nesta terça-feira (17).

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Um açougueiro de 25 anos foi condenado a seis meses de detenção em regime aberto por tentar matar o atual marido de sua ex-namorada. O crime ocorreu em abril de 2025, em Campo Grande, quando Guilherme Possidonio Aparecido de Moura esfaqueou Jonathan Leandro Souza de Paula.O acusado, que não aceitava o fim do relacionamento, perseguiu a vítima com uma faca. Após o crime, enviou áudios à ex-namorada dizendo que não conseguiu matar Jonathan porque ele fugiu e ameaçou comprar uma arma para "terminar o serviço". Em sua defesa, alegou não se lembrar do motivo da perseguição e negou a intenção de matar.

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, na manhã do dia 3 de abril do ano passado, Guilherme foi até a casa da ex-namorada, no Santa Emília, e chamou pelo atual companheiro dela já com uma faca. A vítima pediu para que ele fosse embora, mas, ao tentar entrar na residência, acabou sendo esfaqueada.

Jonathan conseguiu se desvencilhar ao arremessar o celular e saiu correndo, sendo perseguido pelo autor. Ainda segundo o Ministério Público, o acusado não aceitava o fim do relacionamento e decidiu atacar o atual marido da ex.

Imagens de câmeras de segurança mostram Guilherme correndo atrás da vítima. Em depoimento no júri, ele afirmou não se lembrar do motivo de estar perseguindo Jonathan e disse que seguia em direção à própria casa.

O réu também negou a intenção de matar. “Trabalho como açougueiro há mais de cinco anos. Se eu quisesse, de fato, tirar a vida da vítima, não teria sido difícil”, declarou, ao citar experiência em abate de animais.

Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou áudios enviados por Guilherme à ex-namorada logo após o crime. Nas mensagens, ele afirmou que não matou a vítima porque ela conseguiu fugir e chegou a dizer que compraria uma arma para “terminar o serviço”. Questionado, o acusado alegou que as falas foram feitas sob forte emoção.

À defesa, Guilherme afirmou que interrompeu as agressões ao ver sangue nas mãos. Ele também disse que ligou para a Polícia Militar, pediu orientação sobre a delegacia mais próxima e se apresentou espontaneamente pouco depois, levando a faca utilizada.

Apesar da condenação, a pena foi fixada em seis meses de detenção, a ser cumprida em regime aberto.

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