Após veto, presidente da Câmara quer apaziguar os ânimos na briga pelo IPTU
Papy não descarta sessão extraordinária, mas veto deve ficar para volta do ano legislativo em fevereiro

Após o veto total da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), ao Projeto de Lei Complementar que suspendia os efeitos do decreto responsável pela redefinição da base de cálculo da taxa de lixo, aprovado pelos vereadores em sessão extraordinária, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), busca apaziguar os ânimos da briga pelo IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2026.
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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto (PSDB), busca mediar a tensão política após o veto total da prefeita Adriane Lopes ao projeto que suspendia a redefinição da base de cálculo da taxa de lixo. O vereador enfatiza a necessidade de diálogo e cautela nas próximas decisões. Em busca de consenso, Papy tem se reunido com lideranças e autoridades, incluindo o conselheiro Osmar Jeronymo do TCE-MS. Embora não descarte uma sessão extraordinária para análise do veto, o presidente indica que a votação deve ocorrer apenas em fevereiro, no início do ano legislativo.
O tucano afirma que está dialogando com os pares e lideranças para chegar a um consenso e decidir o próximo passo da Casa de Leis. "É claro que está uma crise política. Hoje está desalinhado, é uma coisa ruim para o colega vereador, porque fica recebendo pressão. Mas a responsabilidade também tem que pesar nessas horas. Então, a gente vai analisar com bastante cautela o próximo passo da Câmara para não parecer que a gente está descontando ou agindo com revanchismo", disse em entrevista ao Campo Grande News, na manhã desta quarta-feira (14).
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"A Câmara também tem senso de responsabilidade. Não é enfrentamento político. E eu não quero que a prefeita faça enfrentamento político também. Que ela tenha sensibilidade nesse sentido", completa.
Papy não descarta a convocação de uma nova sessão extraordinária para analisar o veto, mas ele aponta que a votação deve ficar para o início do ano legislativo, em fevereiro. "Não tem uma data. E, assim, uma sessão extraordinária para a derrubada de veto seria o mais extraordinário que eu já vi nesses anos. É um instrumento muito agressivo", avalia.
Segundo ele, desde a publicação do veto, na tarde de ontem, nenhuma reunião foi convocada na Casa. O presidente da Câmara ainda indica que há muita divergência sobre os próximos passos entre os vereadores. "Não é automático. Eu também não imponho nada para os meus colegas. Então, até que a gente apazigue todos os ânimos ali, é importante ouvir as lideranças", completa.
Depois de conversar com o secretário de Governo do Município, Ulisses Rocha (PP), Papy se reuniu com o conselheiro Osmar Jeronymo no TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul). "O conselheiro Osmar esteve comigo e aí a gente ficou de fazer uma segunda conversa, né, para dar continuidade a alguns assuntos, não só sobre o IPTU, mas sobre outros assuntos de Campo Grande. Vou bater um papo com ele um pouquinho, né, um cara extremamente experiente e é o relator das contas de Campo Grande, inclusive das minhas aqui da Câmara", conta.
Papy ainda deve se reunir com a prefeita amanhã (15). "Estamos dialogando. Tem que conversar primeiro. Eu falo que a prefeita não conversa, aí eu vou lá e faço sem conversar, é ruim", finaliza.
Articulações — Enquanto ainda não há definição sobre a realização de uma sessão extraordinária, o vereador Rafael Tavares (PL), presidente da Comissão do IPTU, mantém a defesa da derrubada do veto e afirma estar articulando os votos necessários. Segundo ele, até o momento o veto ao projeto ainda não foi oficialmente encaminhado à Câmara.
De acordo com o procurador jurídico da Câmara Municipal, Gustavo Lazzari, para que o veto da prefeita seja derrubado são necessários 15 votos, por se tratar de maioria absoluta, independentemente do número de vereadores presentes em plenário.
Lazzari também destacou que não é comum a convocação de sessão extraordinária especificamente para a análise de vetos.
No momento, a Câmara está em recesso parlamentar, que termina no dia 2 de fevereiro. A primeira sessão após o recesso será na terça-feira, dia 3 de fevereiro, quando os projetos voltam a ser pautados.
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