Chuva alaga área de triagem de recicláveis e MP recomenda reparos na unidade
Conforme o documento do Ministério Público, trabalhadores e materiais ficam expostos ao tempo
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recomendou que a Solurb, empresa responsável pela gestão de resíduos em Campo Grande, adote medidas para corrigir problemas estruturais na UTR (Unidade de Tratamento de Resíduos), localizada no Parque do Lageado, região sul da Capital. A recomendação foi publicada no Diário do Ministério Público desta quarta-feira (11).
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recomendou à Solurb, empresa gestora de resíduos em Campo Grande, que corrija falhas estruturais na Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR) do Parque do Lageado. Os problemas incluem telhados danificados e sistemas de drenagem ineficientes, que causam alagamentos e prejudicam a triagem de materiais recicláveis, colocando os catadores em risco. A vistoria do MP identificou condições precárias de trabalho, como equipamentos expostos à água, aumentando o risco de acidentes. O Campo Grande News constatou diversos desses problemas, como lâmpadas quebradas e materiais expostos às intempéries. A Solurb não se pronunciou sobre as medidas de correção até o fechamento desta matéria.
Conforme o documento, há falhas na estrutura dos barracões utilizados para a triagem de materiais recicláveis, onde atuam cooperativas e associações de catadores. O problema foi identificado durante a vistoria feita pelo Núcleo Ambiental de Apoio ao Coama (Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente).
Na descrição do Ministério Público, os barracões apresentam grandes aberturas e o telhado necessita de reparos. Devido aos problemas na estrutura, durante períodos chuvosos, a água invade os barracões e molha os materiais recicláveis, prejudicando a triagem e comprometendo a qualidade dos resíduos separados pelos trabalhadores.
Outro problema identificado foi o sistema de drenagem pluvial, que estaria comprometido em dias de chuva intensa. Segundo o documento, há pontos onde a água é direcionada para dentro dos barracões, provocando alagamentos próximos a equipamentos utilizados na atividade, como prensas e esteiras.
Imagens obtidas pela reportagem mostram a área onde os trabalhadores realizam a triagem alagada após a chuva, com materiais parcialmente submersos. A água entra no espaço porque a estrutura metálica do telhado não possui paredes ou proteção nas laterais. Em outro registro, dois trabalhadores tentam desentupir uma rede de escoamento da água.
De acordo com o Ministério Público, a situação expõe os catadores a condições precárias de trabalho e pode representar riscos à segurança, inclusive com possibilidade de descargas elétricas devido ao contato de equipamentos com água.
Conforme o documento, a empresa deverá realizar a adequação da cobertura e das telhas, além da vedação lateral dos barracões. Também deverá disponibilizar local adequado para o armazenamento dos materiais destinados à triagem, realizar reparos e manutenção periódica nas coberturas e na rede de drenagem pluvial e adotar medidas para que os equipamentos elétricos não fiquem em áreas com acúmulo de sujeira ou sujeitas a alagamento.
O Campo Grande News esteve no local nesta quarta-feira (11) e encontrou alguns dos problemas descritos no documento do Ministério Público logo na entrada da unidade. Na portaria de acesso, um dos telhados de zinco apresentava uma abertura sem reparo. Uma das lâmpadas instaladas no local também estava quebrada.
As colunas próximas ao telhado apresentavam desgaste no reboco. Da entrada também era possível visualizar sacolas com materiais já separados para triagem, expostas ao tempo.
A reportagem tentou contato com a empresa responsável para verificar se há previsão de obras ou medidas para resolver as situações apontadas pelo Ministério Público, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
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