Condutores relatam que ponte sobre o Rio Anhanduí está "tremendo" mais
Trepidação é normal nessas estruturas e análise técnica ajuda a prever riscos
Quem passa há anos na ponte sobre o Rio Anhanduí, localizada na Rua Arquiteto Vila Nova esquina com a Avenida Vereador Thyrson de Almeida, na área urbana de Campo Grande, anda desconfiado de uma vibração um pouco mais forte que o habitual sentida quando veículos pesados transitam por lá.
RESUMO
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Moradores e trabalhadores próximos à ponte sobre o Rio Anhanduí, em Campo Grande, relatam uma vibração mais intensa ao passar por ela, especialmente motociclistas. A estrutura, que alagou recentemente devido a chuvas, apresenta ferragens expostas, mas não possui rachaduras significativas. Um engenheiro sugere a necessidade de uma avaliação técnica para verificar riscos. A situação é preocupante, pois o acesso à base da ponte é fácil, e há indícios de uso indevido do local. A Prefeitura de Campo Grande foi questionada sobre estudos técnicos a respeito da ponte, mas ainda não se obteve resposta. O assoreamento do rio também é um problema visível após as chuvas.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
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Frentista do posto de combustível Aero Rancho, que fica bem em frente, Willian Nascimento Soares é um dos que estão suspeitando. Ele é motociclista e usa o trajeto desde 1994. Disse nesta sexta-feira (27) que a ponte parece estar "tremendo mais do que antes".
Atendente de uma conveniência anexa ao posto, Virginia Moraes escutou clientes comentando a mesma coisa. "Eu ando de ônibus e não sei, mas ouvi vários motoristas que pararam aqui conversando sobre isso", disse. Ela está trabalhando no local desde outubro do ano passado.
Comerciante que trabalha há mais de dois anos numa banca da região, Ambrósia Barbosa Chastel relata que a parte de cima da ponte alagou durante as fortes chuvas que atingiram a Capital na última semana. "A água chegou até o parapeito", falou. Ela também ouve relatos de que a estrutura está vibrando mais do que antes.
A reportagem esteve no local na tarde desta sexta-feira (27) e perguntou a motociclistas, motoristas de carro e ônibus se eles sentiram trepidação fora do comum na pista. Apenas os condutores de motos confirmaram.
Pedestres sentem um leve tremor só quando caminhões e ônibus passam. Aparentemente, o que mais desestabiliza os veículos é a situação ruim do asfalto.
O engenheiro civil e ambiental Antônio Sampaio, com quem o Campo Grande News conversou antes de ir à ponte, explicou que pouca vibração é normal e até esperada. "Se estiver vibrando muito, é preciso fazer uma avaliação técnica no local para prever algum risco", pontuou.
Na base - Sem grades de proteção, descer o barranco e chegar até a estrutura de sustentação não é difícil. Os únicos obstáculos no acesso são lixo, troncos e galhos de árvore arrastados até as margens do rio. Trabalhadores da região afirmam que usuários de drogas costumam ficar no local. Roupas rasgadas e embalagens de marmitex são alguns dos vestígios da presença de pessoas.
Os pilares da ponte estão com ferragens expostas. Nem a parte de baixo nem a de cima possuem rachaduras de tamanho significativo.
O Rio Anhanduí enfrenta assoreamento. Poucos dias após chuvas intensas caírem, o processo é visível.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande foi questionada se fez estudo técnico sobre a situação da ponte ou se está nos planos realizar um. A reportagem aguarda retorno.
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