Famílias têm barracos destruídos em ocupação no Jardim Panorama
Grupo afirma estar cadastrado em programas habitacionais e protesta contra a falta de moradia
Cerca de 50 famílias da região do Jardim Panorama estiveram em frente a um terreno localizado na Rua Londrina, em Campo Grande, próximo a uma loja de materiais de construção, na noite de domingo (19). Os manifestantes ficaram no local desde a madrugada e por volta das 18h tiveram os barracos destruídos. Eles alegam que estão cadastrados na fila de programas públicos de habitação.
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Cerca de 50 famílias ocupam área na Rua Londrina, no Jardim Panorama, em Campo Grande, reivindicando moradia. Os manifestantes, que estão cadastrados em programas habitacionais, foram abordados por equipes da Prefeitura, que desmontaram estruturas montadas no local. Os ocupantes, que vivem de favor ou pagam aluguel na região, afirmam que a área está abandonada há 30 anos. Aproximadamente 20 barracos foram erguidos, mas foram desmontados em ação acompanhada pela Polícia Militar. A Prefeitura ainda não se manifestou sobre a destinação oficial do terreno.
Segundo um dos participantes do movimento, o pedreiro Jairo Dias da Silva, o grupo foi abordado por equipes da Prefeitura, que desmontaram algumas estruturas de madeira fincadas para a montagem das casas. De acordo com ele, a ação foi acompanhada de perto pela Polícia Militar.
Silva explica que as famílias não pretendem entrar em confronto com as autoridades, mas buscam chamar a atenção para a situação que enfrentam, marcada pela falta de casa própria e pelos altos custos com aluguel. Jairo afirma ainda que parte da área já está ocupada por outras famílias na mesma condição e que o grupo também pretende se instalar no terreno. Por isso, garante que não há intenção de deixar o local. As famílias são moradoras da região, mas vivem de favor ou em imóveis alugados.

Na manhã desta segunda-feira (19), equipe do Campo Grande News, foi até o local e encontrou aproximadamente dez pessoas ainda na área. À reportagem, Joel Custódio relatou que chegaram a levantar 20 barracos ontem a noite e após o desmonte não tiveram onde dormir.
"Tinha lona, telha de eternit, tudo montado. A gente não dormiu porque falaram que quem ficasse iria ser preso. Não temo condições de pagar aluguel e essa área tá parada há 30 anos. Nunca apareceu ninguém pra cuidar, a gente só quer um lugar pra morar”, disse o homem.
Por volta das 9 horas, a GCM (Garda Civil Metropolitana) chegou no local e orientou que as famílias se dispersassem. A viatura permaneceu na área até o momento em que a reportagem do Campo Grande News deixou o local.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para obter informações sobre a destinação oficial da área e sobre a existência de projetos habitacionais previstos para o local. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
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