Júri do acusado de matar ex-companheira é adiado para realização de perícia
Defesa alegou falta de exame em faca e mochila apreendidas; juiz determinou diligência antes do julgamento
O julgamento de Edvan da Silva Rodrigues, acusado de matar a ex-companheira Bruna dos Santos Maroto, aos 26 anos, foi adiado nesta sexta-feira (13) pelo Tribunal do Júri de Campo Grande. A decisão ocorreu após a defesa solicitar a realização de uma nova perícia em objetos apreendidos no caso.
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O julgamento de Edvan da Silva Rodrigues, acusado de matar a ex-companheira Bruna dos Santos Maroto, foi adiado pelo Tribunal do Júri de Campo Grande. A defesa solicitou nova perícia em objetos apreendidos no caso, incluindo uma faca e uma mochila, para verificar possíveis vestígios de sangue. O crime ocorreu em dezembro de 2024, quando Bruna foi encontrada morta por asfixia mecânica na casa do acusado, no Bairro Los Angeles. Apesar da contestação do Ministério Público, o juiz Aluizio Pereira dos Santos acolheu o pedido da defesa, entendendo que a perícia pode ajudar a esclarecer a autoria do crime.
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o crime aconteceu na noite de 27 de dezembro de 2024, na Rua Lauro Muller, no Bairro Los Angeles. De acordo com a acusação, Bruna foi até a casa do acusado e, durante uma discussão, teria sido agredida e morta por asfixia mecânica.
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Durante a sessão, o defensor público Nilson da Silva Geraldo argumentou que falta nos autos uma perícia considerada importante para o esclarecimento do caso. O pedido foi para que sejam realizados exames na faca e na mochila apreendidas, a fim de verificar se há vestígios de sangue do acusado ou da vítima.
O Ministério Público se manifestou contra o pedido, afirmando que o laudo necroscópico já aponta que a morte ocorreu por asfixia mecânica - ou seja, a vítima morreu estrangulada - descartando ferimentos por faca. Segundo a promotoria, a hipótese inicial de homicídio com arma branca foi afastada após a perícia no corpo da vítima.
No entanto, o defensor citou que havia no processo menção a marcas de "riscado de faca" no corpo da vítima. Com isso, explicou que pode haver vestígios de sangue no objeto, auxiliando a comprovar se Edvan estava no local. O pedido de perícia já havia sido feito anteriormente.
Durante a sessão desta sexta-feira, que durou aproximadamente 25 minutos, o juiz Aluizio Pereira dos Santos decidiu acolher a solicitação da defesa, entendendo que a diligência pode ajudar a esclarecer pontos sobre a autoria do crime. “Mesmo que não mude a causa da morte, pode esclarecer se há vestígios que relacionem o acusado aos objetos apreendidos”, explicou o magistrado.
Com isso, o julgamento foi suspenso e será marcado novamente após a realização da perícia solicitada. O réu permanece preso preventivamente até a nova data do júri.
Crime - Bruna foi encontrada morta na noite daquele dia por testemunhas. Ela tinha lesões na cabeça e a DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) foi acionada e passou a investigar o caso.
Durante as diligências, foi identificado que ela mantinha relacionamento com Edvan, que acabou preso em flagrante na casa de um amigo. Na ocasião, ele chegou a alegar que Bruna havia sofrido uma crise epilética.
2º Caso - Este é o segundo caso de julgamento feminicídio que foi adiado por falta de perícia. No dia 9 de março, a audiência de instrução e julgamento de Caio Cesar Nascimento Pereira, acusado de matar a jornalista Vanessa Ricarte, foi adiada. Na ocasião, seria feito o interrogatório do réu.
Uma testemunha chegou a ser ouvida; no entanto, a defesa do réu afirmou que o interrogatório de Caio não foi realizado porque ainda aguarda a perícia no celular dele. Além disso, a denúncia do Ministério Público (MP) também não foi aditada.
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