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Capital

Morto no Centro-Oeste morava há três meses no local do crime

Vítima de 41 anos era natural de Cuiabá; suspeitos não foram localizados

Por Gustavo Bonotto | 29/01/2026 23:20
Morto no Centro-Oeste morava há três meses no local do crime
Peritos analisam corpo de Wanilson ainda no local do crime. (Foto: Juliano Almeida)

Foi identificado como Wanilson Neris de Lima, de 41 anos, o homem morto a tiros na noite desta quinta-feira (29), na Rua Araraquara, no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande. Ele foi atingido por nove disparos na área conhecida como invasão da Homex, também chamada de comunidade Nova Esperança, no prolongamento da Rua dos Patos, a cerca de 100 metros dentro da ocupação.

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Wanilson Neris de Lima, de 41 anos, foi assassinado com nove tiros na noite de quinta-feira (29), na comunidade Nova Esperança, também conhecida como invasão da Homex, no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande. A vítima morava há três meses em um barraco cedido por uma testemunha. O crime ocorreu entre 18h54 e 18h57, a cerca de 100 metros da Rua dos Patos. Testemunhas relataram ter ouvido quatro disparos, mas não identificaram o autor. O caso aconteceu próximo ao local onde um adolescente de 17 anos foi morto no mesmo dia, sem confirmação de relação entre os crimes.

A dinâmica ainda é apurada pelos investigadores. Conforme o boletim de ocorrência, Wanilson levou tiros na cabeça, no braço e em outras partes do corpo. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte ainda no local. A perícia apontou, de forma preliminar, nove perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.

Testemunhas informaram que ouviram cerca de quatro tiros, mas não souberam dizer quem atirou. Elas relataram apenas que escutaram os disparos e perceberam a movimentação logo depois.

Uma das testemunhas contou que a vítima morava em um barraco ao lado da casa onde ela estava no momento do crime. O local de moradia havia sido cedido por ela à vítima. Após os tiros, moradores se reuniram na área, mas não apresentaram informações sobre o que aconteceu.

Ainda segundo o registro policial, o namorado da testemunha foi uma das primeiras pessoas a encontrar o corpo. Ele havia saído pouco antes do crime, com a justificativa de buscar um veículo, e não estava com o celular naquele momento, apesar de, conforme relato, não sair sem o aparelho.

A PM (Polícia Militar) isolou a área para o trabalho da perícia. A Polícia Científica realizou os levantamentos no local e liberou o corpo após autorização do delegado de plantão. A Polícia Civil investiga o caso.

O assassinato ocorreu a poucos metros de onde um adolescente de 17 anos foi morto a tiros e facadas na manhã do mesmo dia, no Jardim Centro-Oeste. Até o momento, não há confirmação de ligação entre os dois crimes.