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Capital

"Podia ser sempre assim": policiamento da COP15 aumenta sensação de segurança

População elogia reforço nas vias e pede que a ação seja permanente

Por Geniffer Valeriano | 27/03/2026 17:36
"Podia ser sempre assim": policiamento da COP15 aumenta sensação de segurança
Viaturas da Agetran estacionadas no canteiro da Avenida Afonso Pena (Foto: Osmar Veiga)

Quem passa diariamente pela Avenida Afonso Pena tem notado uma mudança na paisagem: viaturas da Policia Militar, da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e da Agetran ocupam o canteiro central em diferentes pontos da via. Bem diferente do que se vê ao longo do ano, a presença é resultado do esquema montado para a COP15, realizada em Campo Grande.

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A segurança em Campo Grande foi reforçada para a COP15, com viaturas da GCM e Agetran ocupando pontos estratégicos na Avenida Afonso Pena. A operação integrada conta com PM, PF, PRF e Corpo de Bombeiros, além de uma delegacia especializada para turistas funcionando 24 horas. O esquema resultou em redução significativa nos crimes contra o patrimônio no primeiro trimestre, com queda de 33% nos roubos e 19% nos furtos. Moradores aprovam o reforço na segurança, mas pedem que as medidas continuem após o término do evento internacional.

Agentes de trânsito e da guarda metropolitana estão posicionados em sete pontos ao longo do canteiro central da principal avenida da cidade, além de equipes na Mato Grosso, até a altura do Shopping Bosque dos Ipés, onde ocorre a maior parte da programação da Conferência.

Policiais militares do Batalhão de Trânsito também realizam fiscalizações. A maioria está próxima aos hotéis que integram a rota dos ônibus responsáveis pelo transporte dos participantes da COP15.

Nas ruas, a avaliação é positiva. No entanto, ela é acompanhada da cobrança para que o reforço na segurança continue mesmo após o fim do evento.

“Acho que a presença das viaturas ajuda a reduzir o número de crimes. Deveria ser permanente. Antes quase não via viaturas, agora estão sempre passando”, comentou o almoxarife Magno Adão Rodrigues, de 38 anos.

Solange dos Santos, de 47 anos, também defende a continuidade e a ampliação para os bairros da Capital. “Deveria ser sempre assim, não só quando tem evento grande. No dia a dia vemos poucas viaturas”, afirmou.

Para Margarete Brandão, de 70 anos, o impacto é perceptível até na dinâmica das ruas. “É bom demais quando aumenta o policiamento. Até agora não vi nenhum morador de rua. Em um dia comum teriam muitos. Acho isso positivo”, disse.

"Podia ser sempre assim": policiamento da COP15 aumenta sensação de segurança
Para Magno, o reforço policial está aprovado e deve continuar após o fim do evento (Foto: Osmar Veiga)

Ao Campo Grande News, o tenente-coronel Andrew Nascimento explicou que o policiamento da área central tem sido conduzido pelo 1º BPM (Batalhão da Polícia Militar), com apoio do Batalhão de Trânsito e do Choque.

“Para a COP15, bem como em outras operações, foi estabelecido um regime extraordinário para o efetivo administrativo e das unidades-escola, reforçando o policiamento em determinadas áreas, como o Shopping Bosque dos Ipês, onde está a ‘Blue Zone’, e o Parque das Nações”, detalhou.

O tenente explicou ainda que as operações não se limitam exclusivamente à região central. “Eventualmente, equipes passam pelo centro em patrulha, apoio a escoltas ou atendimentos, e auxiliam nessa sensação de segurança”, afirmou.

Esse efeito, segundo ele, também aparece nos números. No primeiro trimestre, houve redução nos crimes contra o patrimônio, com queda de aproximadamente 33% nos roubos e 19% nos furtos.

“Certamente o acréscimo de equipes fortalece as ações. Todas as forças de segurança estão diretamente envolvidas no policiamento da COP15, atuando em regimes extraordinários para melhor atendimento à população e aos visitantes”, disse.

"Podia ser sempre assim": policiamento da COP15 aumenta sensação de segurança
Policiais de trânsito durante fiscalização na Rua Pedro Celestino com a Avenida Afonso Pena (Foto: Osmar Veiga)

Apesar disso, Andrew pondera que a redução não pode ser atribuída exclusivamente à operação do evento. “A operação COP se concentrou mais em março, antes e durante o evento, e segue até a próxima semana. Os dados refletem desde janeiro, então há outros fatores envolvidos, como ações preventivas e integração entre forças em diferentes operações”, explicou.

A reportagem também procurou a Prefeitura de Campo Grande em busca de dados da GCM e da Agetran, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.


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