"Tiraram um pedaço de mim": diz mãe de jovem morto há 50 dias na Moreninha
Gabriel Assis de Nunes, de 27 anos, foi assassinado na frente do irmão, com um tiro no tórax
Cinquenta dias após o assassinato de Gabriel Assis de Nunes, de 27 anos, a mãe do jovem relata viver sob insegurança e medo de que o caso caia no esquecimento sem a devida punição. A dona de casa Cristiana Conceição de Assis, de 48 anos, recebeu a equipe do Campo Grande News para falar sobre o sofrimento enfrentado desde 28 de dezembro de 2025.
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Gabriel estava na Rua Bento de Souza, esquina com a Travessa das Pedras, na Vila Moreninha III, acompanhado de um dos irmãos, quando um Volkswagen Gol se aproximou. Do veículo desceu um homem identificado como Fabrício de Lima Ferreira, de 20 anos, armado com um revólver cromado. Conforme relato de um dos irmãos, a vítima foi atingida com uma coronhada na cabeça e, em seguida, baleada no tórax.
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Segundo Cristiana, após o crime, a família passou a receber ameaças. “Eu coloquei nas minhas redes sociais quem era o assassino do Gabriel e começaram a mandar mensagens para minha nora pedindo para apagar. Eu estava morrendo de medo, mas desde que mataram o Gabriel, arrancaram um pedaço de mim”, lamentou.
A tia da vítima, Daniela Conceição de Assis Neyra, de 46 anos, afirma que a maior revolta da família é com o fato de um homem ter se apresentado como autor dos disparos, mas, segundo ela, não seria o verdadeiro responsável. “Ele se apresentou e, por ser réu primário, saiu pela porta da frente. A polícia sabe que não foi ele quem matou. Meu sobrinho deixou três filhos pequenos, e o autor continua impune, morando no mesmo endereço”, declarou.
De acordo com Cristiana e com os relatos dos outros dois filhos, Gabriel havia saído da casa do irmão mais novo, de 25 anos, e caminhava com outro irmão quando foram fechados pelo carro. “Quando ele virou a quadra, fecharam meus filhos com o veículo. Quando meu outro filho chegou perto, o Gabriel já estava fechando os olhos. Ele ainda tentou tirar a arma do agressor e acabou atingido de raspão”, contou.
Passados 50 dias, o sentimento predominante, segundo a mãe, é de “impunidade e desespero”. Um dos filhos, que também foi ameaçado de morte no dia do crime, precisou deixar o Estado. O outro mudou de bairro. Ainda assim, o medo permanece. “É muita impunidade. Cadê a nossa Justiça? Quem tira a vida de outra pessoa, seja quem for, precisa ficar preso”, finalizou.
O Campo Grande News procurou a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) para saber sobre o andamento das investigações e foi informado apenas que o caso tramita sob sigilo.
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