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Interior

Após confusão com morte em presídio, 55 internos são transferidos

Thiago Henrique Ribeiro cumpria pena por roubo e estava na unidade desde 2024

Por Ana Paula Chuva | 25/03/2026 11:01
Após confusão com morte em presídio, 55 internos são transferidos
Policiais do Cope dentro da unidade penal onde houve tumulto (Foto: Divulgação | Agepen)

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) transferiu 55 internos da Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti, na cidade a 116 quilômetros de Campo Grande,  após um conflito registrado na manhã de terça-feira (24), que terminou com a morte de Thiato Henrique Ribeiro e outros oito internos feridos.

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A Agepen transferiu 55 detentos da Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti após um conflito que resultou em uma morte e oito feridos na manhã de terça-feira. A medida emergencial foi tomada para reorganizar a unidade e prevenir novos confrontos, em meio a críticas sobre superlotação e escassez de servidores. O incidente ocorreu nos pavilhões 2 e 3, quando detentos entraram em confronto e alguns acessaram o telhado da unidade. Três dos oito feridos permanecem hospitalizados sob custódia. A penitenciária, que tem capacidade para 238 internos, enfrenta desafios de superlotação, segundo o Sindicato dos Policiais Penais.

A medida, considerada estratégica pela administração penitenciária, foi concluída ainda na noite do mesmo dia e teve como objetivo reorganizar a unidade e evitar novos confrontos. A ação ocorre em meio a críticas já apontadas anteriormente sobre superlotação e falta de servidores no sistema prisional do Estado.

Segundo a Agepen, a situação foi inicialmente controlada pelos próprios policiais penais da unidade, com reforço de equipes do Cope (Comando de Operações Penitenciárias) e da Diretoria de Operações, que atuaram na separação dos internos e na retomada da ordem.

Dos feridos, três seguem hospitalizados, sob custódia e escolta do GEP (Grupamento de Escolta Penitenciária).

O diretor-geral da Polícia Penal, Anderson Aparecido Moreno, destacou a atuação das equipes. “A prontidão dos policiais penais da unidade, somada ao apoio especializado, foi crucial para conter o incidente e evitar o agravamento do cenário. O foco foi o restabelecimento da ordem e da segurança institucional”, afirmou.

Já o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, ressaltou a rapidez da resposta. “O planejamento logístico e o cumprimento rigoroso dos protocolos demonstram o preparo dos policiais. Atuamos com agilidade para mitigar riscos e garantir a estabilidade do ambiente prisional”, disse.

A Agepen instaurou procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias do confronto e identificar responsabilidades individuais, com apoio da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário). O caso também foi registrado na Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação criminal.

O corpo do interno que morreu passou por perícia, conforme protocolo legal.

Superlotação - De acordo com o Sinsapp(Sindicato dos Policiais Penais), a penitenciária tem capacidade para 238 internos, mas enfrenta desafios relacionados à superlotação e à falta de servidores. O sindicato critica o modelo de ampliação de vagas adotado no sistema prisional, apontando que adaptações estruturais, sem aumento proporcional do efetivo, podem comprometer a segurança.


O sindicato também afirma ser contrário à ampliação de vagas sem a construção de novas unidades. Segundo o sindicato, alterações estruturais nas penitenciárias podem descaracterizar o modelo de segurança e favorecer novos episódios de violência. Uma diligência deve ser realizada no local para avaliar a situação.


As comissões de Direitos Humanos e Execução Penal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estiveram na unidade para apurar as circunstâncias do caso que ocorreu nos pavilhões 2 e 3.

Tumulto - Na manhã de terça-feira, a Agepen informou que o tumulto teve início após conflitos internos entre custodiados. Durante a ocorrência, alguns detentos chegaram a acessar o telhado da unidade, elevando a tensão no local.

Apesar da gravidade, o episódio não foi classificado como rebelião, já que, segundo a agência, não houve ação coordenada contra a administração da unidade, mas sim confronto entre os próprios presos. As circunstâncias da morte e dos ferimentos ainda serão investigadas.


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