ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JANEIRO, QUINTA  01    CAMPO GRANDE 24º

Interior

Comunidade denuncia invasão armada e incêndio de casas na fronteira

Denúncia aponta disputa por terra na fronteira com Paranhos; caso é investigado no Paraguai

Por Gustavo Bonotto | 01/01/2026 20:46
Comunidade denuncia invasão armada e incêndio de casas na fronteira
Um dos imóveis incendiados pelo grupo. (Foto: Reprodução/Última Hora)

Indígenas da comunidade Karapá denunciaram invasão armada, incêndio de casas e expulsão de moradores no distrito de Ypehú, no Departamento de Canindeyú, no Paraguai. O ataque ocorreu na madrugada do dia 29 de dezembro, em área próxima a Paranhos, na fronteira com Mato Grosso do Sul e a 462 quilômetros de Campo Grande. A denúncia aponta relação direta com disputa por terras tradicionais ocupadas pelo grupo indígena.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Comunidade indígena Karapá, no Paraguai, sofreu ataque de cerca de 30 homens armados que incendiaram casas e expulsaram moradores no distrito de Ypehú, próximo à fronteira com Mato Grosso do Sul. O incidente ocorreu na madrugada de 29 de dezembro.A invasão está relacionada a disputas por terras tradicionais. Os invasores mantêm cerco armado na área, impedindo o retorno dos moradores e o acesso de ajuda humanitária. A Igreja Católica e autoridades locais cobram ação imediata do Ministério Público e forças de segurança paraguaias para resolver a situação.

Segundo relato divulgado pelo Vicariato Apostólico do Pilcomayo ao jornal Última Hora, cerca de 30 homens armados entraram no território indígena. O grupo efetuou disparos e incendiou moradias durante a ação. As chamas destruíram casas, roupas, alimentos e objetos das famílias.

Homens, mulheres e crianças correram para a mata para escapar dos tiros. De acordo com a Igreja Católica, os invasores mantêm um cerco armado na área. A situação impede o retorno dos moradores e bloqueia a entrada de ajuda humanitária e de equipes do Estado paraguaio.

A área ocupada pela comunidade Karapá é reivindicada como território ancestral indígena. Conforme o documento, o conflito fundiário se arrasta há anos na região. A disputa envolve interesses de proprietários rurais e de grupos armados que tentam retomar o controle da terra.

O presidente da Coordenação Nacional de Pastoral Indígena, monsenhor Miguel Fritz, classificou o episódio como grave. Ele cobrou atuação imediata do Ministério Público e das forças de segurança do Paraguai. “A vida das famílias está em risco em uma região sensível de fronteira”, afirmou, segundo o Vicariato.

A denúncia descreve práticas como tentativa de homicídio, incêndio e coação contra os indígenas. A Igreja pede a retirada imediata dos invasores da área. O documento também solicita a garantia de acesso das autoridades ao território.

A Polícia Nacional do Paraguai informou que deve entrar na área para apurar as denúncias. Em declaração à imprensa local, o chefe de Segurança Cidadã de Canindeyú disse que o caso segue em verificação. “Ainda não há confirmação oficial de feridos”, afirmou.