"Não procede", supervisor nega que tentou sequestrar crianças
Paulo Sérgio afirma que a confusão começou porque o cachorro pulou do carro quando ele voltava para casa
Supervisor de uma empresa de transportes e aluguel de máquinas pesadas preso após denúncia de que teria ameaçado crianças com arma de fogo negou a acusação e afirmou que a confusão ocorreu depois que o cachorro dele pulou da caminhonete e correu pela rua. O caso aconteceu na noite de sábado (7), perto da Escola Tamandaré, no Bairro Cristo Redentor, em Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Um homem de 41 anos foi preso em Corumbá, Mato Grosso do Sul, após ser acusado de ameaçar crianças com uma espingarda enquanto usava máscara do personagem Jason. O incidente ocorreu próximo à Escola Tamandaré, no Bairro Cristo Redentor. O suspeito, Paulo Sérgio Duarte, negou as acusações, alegando que a confusão começou quando seu cachorro pulou de sua caminhonete. A polícia encontrou no veículo uma espingarda, munições, máscara e outros objetos. O caso foi registrado como ameaça, porte de arma, resistência e tentativa de sequestro.
Paulo Sérgio Duarte, 41 anos, é funcionário de mineradora na cidade e prestou depoimento ao delegado Guilherme Ribeiro, no domingo (8), após prisão em flagrante. Acompanhado pelo advogado Dionísio Junior Miranda dos Santos, ele relatou que voltava para casa quando tudo aconteceu.
De acordo com o homem, ele estava com o cachorro no veículo. Quando ele virou a esquina, o animal pulou da caminhonete e saiu correndo atrás de outros cães, o que teria assustado as crianças que estavam na rua.
“Eu estava indo embora para casa. Quando virei a esquina, o cachorro pulou da caminhonete e saiu correndo atrás de outros cachorros. As crianças correram assustadas”, afirmou Paulo.
Ele relatou ainda que abriu a porta do veículo e chamou o animal de volta. Segundo Paulo, o cachorro retornou assustado e pulou novamente para dentro do carro. No entanto, um homem que estava no local passou a discutir com ele após o episódio.
“Quando olhei para trás, vi um cara nervoso. Ele começou a falar um monte de coisa e a gente acabou batendo boca”, disse. Após a discussão, Paulo afirma que deixou o local sem saber que estava sendo acusado de ameaçar crianças.
Durante o interrogatório, o delegado mencionou que uma das crianças afirmou que o motorista teria parado e apontado uma arma na direção delas. O suspeito negou a acusação. “Isso não procede. A arma é minha, mas ela não atira. Está enferrujada,” declarou.
Paulo também contestou a versão de que teria resistido à prisão. Segundo ele, os policiais entraram no quarto onde estava após arrombar a porta. “Eles quebraram a porta. Eu levei um susto e demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Levei soco na cabeça e um chute no pé quando já estava algemado”, alegou.
Caso - De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito se aproximou do local em uma caminhonete branca e ordenou que crianças que estavam na rua entrassem no veículo. Diante da recusa, ele colocou uma máscara do personagem de terror “Jason”, sacou uma espingarda e passou a apontar a arma na direção de uma menina de 11 anos, além de incitar um cachorro que estava dentro da caminhonete contra as crianças.
Assustada, a menina saiu correndo do local. Em seguida, o homem seguiu pela Rua Major Gama, onde encontrou outras crianças nas proximidades e tentou abordá-las novamente. Ao perceber a situação, a própria menina começou a gritar para que as demais corressem e se afastassem.
Com base nas características do veículo e do autor, policiais militares iniciaram buscas na região e localizaram imagens de câmeras de segurança que registraram a passagem da caminhonete. As equipes também identificaram que o veículo pertencia a uma empresa prestadora de serviços no ramo de mineração.
Os policiais foram até a empresa e encontraram a caminhonete estacionada no pátio. Dentro do veículo estavam a máscara do personagem “Jason” e outros objetos. Ao perceber a presença policial, o suspeito tentou fugir para o interior do alojamento da empresa e resistiu à abordagem, desferindo socos e chutes contra os militares.
Durante as buscas, os policiais localizaram a espingarda utilizada na ameaça, munições de calibre 12 e uma munição de calibre .38, além de uma balaclava preta. Paulo Sérgio Duarte foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, onde o caso foi registrado como ameaça, porte de arma, resistência, tentativa de sequestro e cárcere privado.
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