Réu que desfigurou rosto e matou transexual é condenado a 16 anos
Jaqueline Fyoruti, de 49 anos, assassinada a golpes de faca em 9 de dezembro de 2022
Anderson Vitor Pires de Brito foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato da transexual Jaqueline Fyoruti. O crime ocorreu em dezembro de 2022, dentro da residência da vítima, no Bairro Interlagos, em Três Lagoas, cidade a 327 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Anderson Vitor Pires de Brito foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato da transexual Jaqueline Fyoruti, ocorrido em dezembro de 2022, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu na residência da vítima, após ambos consumirem entorpecentes. Durante uma discussão, a vítima teria ameaçado o réu com armas brancas. Anderson conseguiu desarmá-la e a golpeou diversas vezes, desfigurando seu rosto. Ele foi preso em Ilha Solteira (SP) após buscar atendimento médico devido a ferimentos nas mãos.
O crime aconteceu na casa vítima. Jaqueline e Anderson consumiam entorpecentes quando houve discussão e luta corporal. Jaqueline teria ameaçado Anderson com uma faca e um facão, mas ele conseguiu desarmá-la e a golpeou diversas vezes. A vítima sofreu múltiplas perfurações pelo corpo e no rosto, que ficou desfigurado em razão das facadas e morreu no local.
Após o crime, Anderson fugiu e foi preso poucas horas depois, em Ilha Solteira (SP), ao procurar atendimento médico em uma unidade de saúde devido a ferimentos nas mãos, provocados durante a briga. Em depoimento, ele alegou que teve medo dos familiares da vítima.
“Naquele dia eu usei droga e fui buscar mais. Passei na rua e ela mexeu comigo, viu o estado que eu estava, tirou umas 200 gramas de cocaína e me chamou para usar com ela. Entrei na casa dela e ela fechou a porta, tirou a chave. Usamos droga e bebemos, em certo horário ela, disse que ia me matar e comer meu corpo. E ai veio para cima de mim, eu chutei ela e ela pegou uma faca, fui lutando me defendendo e acabei tirando a vida dela", relatou.
Sobre a quantidade de golpes, Anderson afirmou que Jaqueline o atacava e ele apenas se defendeu. "Ela vinha para cima e eu fui me defendendo. Eu estava drogado e alcoolizado, eu não vi na hora, só queria defender minha vida. Fugi porque fiquei com medo de algum familiar dela me matar", pontuou negando que houve negociação de programa sexual naquele dia.
O julgamento foi realizado na sexta-feira (27), no Fórum de Três Lagoas e a sentença de 16 anos e 4 meses de prisão em regime fechado foi assinada pelo juiz Rodrigo Pedrini.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


