Vigilância coleta fórmula consumida por criança internada com intoxicação
Fiscalização iniciada ontem já encontrou produto proibido em 3 estabelecimentos

A Vigilância Sanitária Municipal coletou nesta quarta-feira (14) amostras da fórmula infantil consumida pela menina de dois meses de vida internada há quatro dias em hospital particular de Dourados com suspeita de intoxicação.
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A Vigilância Sanitária Municipal de Dourados coletou amostras de fórmula infantil consumida por uma bebê de dois meses, internada em estado grave com suspeita de intoxicação. A criança, residente em Douradina, está hospitalizada desde sábado (10) e respira com auxílio de aparelhos. A ação ocorre após a Anvisa proibir a comercialização de várias fórmulas infantis da Nestlé devido ao risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Em fiscalização local, produtos vetados foram encontrados em três estabelecimentos, sendo um ainda com itens expostos à venda.
A coleta foi feita a pedido da Vigilância Sanitária Estadual, que vai examinar o produto para saber se foi o alimento que provocou o quadro de infecção.
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No dia 7 deste mês, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização de várias marcas de fórmulas infantis da Nestlé após identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
O Campo Grande News apurou que a criança mora em Douradina, cidade vizinha de Dourados. Ela foi internada no sábado (10) com quadro de infecção. O estado de saúde ainda é considerado grave, ela respira com ajuda de aparelhos, mas já apresenta reação positiva ao tratamento.
Ontem, a Vigilância Sanitária do município iniciou fiscalização em farmácias e supermercados de Dourados para assegurar a retirada de circulação dos alimentos com nomes Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino cujos lotes foram vetados pela Resolução nº 32/2026, publicada pela Anvisa.
Até esta quarta-feira, 34 estabelecimentos foram fiscalizados. Em duas farmácias, os fiscais encontraram produtos dos lotes proibidos, mas já retirados das prateleiras. Entretanto, um supermercado ainda mantinha unidades das fórmulas proibidas à venda. O estabelecimento alegou não saber da proibição e foi notificado para fazer o recolhimento imediato das embalagens.
“A orientação é para que os pais ou responsáveis fiquem atentos para os lotes desses alimentos e que, na dúvida, substituam o produto para prevenir eventual intoxicação”, afirmou a Vigilância Sanitária de Dourados. A ingestão de alimentos contaminados pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.
A fabricante informou que o recolhimento dos produtos ocorre em âmbito global após a detecção da toxina em um ingrediente proveniente de fornecedor internacional de óleo terceirizado, utilizado pela fábrica localizada na Holanda.
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