Sem rebaixamento de guias, calçada vira problema no Noroeste
Parte dos imóveis ficou sem entrada para veículos após intervenção
A obra de construção das novas calçadas na Rua Nazaré, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, tem gerado reações diferentes entre moradores e chegou pelo canal Direto das Ruas, na tarde deste sábado (17). Executado recentemente pela prefeitura, o serviço incluiu a padronização da calçada ao longo da via, mas sem o rebaixamento das guias na entrada de alguns imóveis, o que passou a dificultar o acesso de veículos.
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A construção de novas calçadas na Rua Nazaré, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, tem dividido opiniões entre os moradores. A obra, executada pela prefeitura, padronizou o passeio público, mas não incluiu o rebaixamento das guias em frente a algumas residências, dificultando o acesso de veículos. Enquanto alguns moradores, como a professora Mônica Branco, aprovam a intervenção e relatam adaptação gradual ao novo padrão, outros, como o gesseiro Leandro Barbosa, enfrentam dificuldades práticas. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos não se manifestou sobre os critérios adotados na obra.
Para a professora Mônica Branco, de 43 anos, que mora na rua desde 2017, a intervenção foi bem-vinda. “Para mim foi ótimo. Já vi essa rua ficar sem passagem de carros. Muita gente não gostou, mas, no meu caso, achei positivo”, relatou.
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Segundo ela, o mesmo padrão foi aplicado em outros trechos da via e, com o tempo, os próprios moradores foram se adaptando. “Depois disso, os proprietários foram ajustando. Uns arrumaram a entrada dos carros, outros fizeram calçada, colocaram grama. Ouvi dizer que, mais acima, a própria prefeitura está plantando grama nos espaços que ficaram abertos”, contou.
Mônica também não vê prejuízo visual causado pela obra. “Falta acabamento, mas não está feio. Não é algo que cause impacto negativo esteticamente”, avaliou.
Sobre a tubulação que ficou aparente em frente ao imóvel onde mora, ela explicou que a situação não está diretamente ligada à obra. “Essa casa era um condomínio com três imóveis no mesmo quintal. Depois que fiz a divisão, essa tubulação acabou ficando exposta. O vizinho comentou que pretende resolver passando um cano. Se não der, vamos ter que fechar para evitar prejuízo”, disse.
Já o gesseiro Leandro Barbosa, de 24 anos, morador da rua há cerca de cinco anos, relata dificuldades práticas após o início da obra. “Quando cheguei em casa, já estava tudo quebrado. A calçada foi quebrada e disseram que não iam mexer mais, que agora era por nossa conta”, afirmou.
Segundo ele, o acesso à residência ficou comprometido. “De moto não dá para sair, corre risco de quebrar o motor. Carro também não dá para guardar dentro. Os carros dos vizinhos estão todos na rua”, relatou.
Leandro acredita que a chegada recente do asfalto e da calçada também deve impactar o bolso dos moradores. Mesmo insatisfeito, ele afirma que não vê alternativa a não ser fazer ajustes por conta própria. “Tem que arrumar, não tem como deixar assim. Peguei até uma enxada para tentar ajeitar”, disse.
Em nota enviada ao Campo Grande News, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que o projeto de calçada na referida rua segue a mesma sistemática das calçadas executadas em vias de outros bairros, em que a calçada fica no mesmo nível do meio-fio. Ocorre que em algumas vias as casas ficam num nível mais alto.
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