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Economia

Dólar fecha estável a R$ 5,20 em meio a novo recorde da bolsa

Ibovespa sobe mais de 1,5%, supera 184 mil pontos e registra oitava alta do ano

Por Gustavo Bonotto | 28/01/2026 19:18
Dólar fecha estável a R$ 5,20 em meio a novo recorde da bolsa
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou estável, cotado a R$ 5,2055, nesta quarta-feira (28), após o BC (Banco Central) manter a taxa básica de juros em 15% ao ano e em um dia de novo recorde histórico da Bolsa brasileira, em São Paulo (SP).

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O mercado financeiro brasileiro registrou movimentações significativas nesta quarta-feira (28), com o Ibovespa atingindo novo recorde histórico ao fechar em 184.691 pontos, alta de 1,52%. O dólar comercial manteve-se estável, cotado a R$ 5,2055, após decisão do Banco Central em manter a taxa Selic em 15% ao ano.Em dia de "Superquarta", o Copom sinalizou possível redução dos juros em março, condicionada ao cenário econômico. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve as taxas entre 3,50% e 3,75%, com Jerome Powell indicando que novos cortes não devem ocorrer no curto prazo.

A moeda americana não teve variação no dia. No acumulado da semana, registra queda de 1,54%. No mês e no ano, a baixa chega a 5,16%. Já o dólar turismo terminou vendido a R$ 5,413, com alta de 0,12%.

O Ibovespa subiu 1,52% e fechou aos 184.691 pontos, maior patamar da história. Durante o pregão, o índice chegou a 185.065 pontos. Este foi o oitavo recorde do ano. No acumulado da semana, a alta é de 3,26%. No mês e no ano, o avanço soma 14,63%.

O mercado reagiu às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, na chamada Superquarta. Em Brasília (DF), o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida, em decisão unânime, conforme a expectativa do mercado financeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006. O patamar foi alcançado em junho do ano passado, após um ciclo de altas iniciado em setembro de 2024. No comunicado divulgado após a reunião, o Comitê indicou a possibilidade de iniciar a redução dos juros em março, caso o cenário econômico se confirme, e afirmou que fará os cortes com cautela para garantir a convergência da inflação à meta.

O Banco Central avaliou que a estratégia adotada até agora apresentou resultado no controle da inflação, mas destacou que o ambiente externo segue incerto, com atenção à economia dos Estados Unidos e a fatores geopolíticos. No cenário interno, o Copom apontou sinais de moderação do crescimento econômico, enquanto o mercado de trabalho segue aquecido e mantém pressão inflacionária.

Nos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve) interrompeu o ciclo de cortes e manteve os juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. O presidente da instituição, Jerome Powell, afirmou que um novo corte não deve ocorrer no curto prazo, decisão que também pesou sobre os mercados globais.

Em Nova York, os índices fecharam sem direção única. O Dow Jones subiu 0,02%, o S&P 500 ficou estável e o Nasdaq avançou 0,17%.