Vorcaro, do Master, volta a ser preso por ordem do STF
Ministro André Mendonça também determinou bloqueio de R$ 22 bilhões

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que também determinou o bloqueio e sequestro de bens no valor de até R$ 22 bilhões. A ordem de prisão preventiva (sem prazo determinado) foi expedida pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que assumiu a relatoria dos inquéritos relacionados ao caso.
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A nova ofensiva da PF (Polícia Federal) apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, crimes que, segundo as investigações, teriam sido praticados por uma organização criminosa. Além de Vorcaro, há outros 3 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão sendo cumpridos em São Paulo e Minas Gerais, com apoio do Banco Central do Brasil.
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De acordo com a PF, o bloqueio bilionário tem como objetivo interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
Segundo os investigadores, o esquema financeiro envolveria a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação — Compliance Zero — faz referência à suposta ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas instituições envolvidas, o que teria permitido crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Vorcaro já havia sido preso em 17 de novembro de 2025, em São Paulo, quando se preparava para embarcar para a Europa em um avião particular que partiria do Aeroporto de Guarulhos. Na ocasião, a Polícia Federal apontou indícios de que ele pretendia deixar o país. O banqueiro foi solto dez dias depois.
Nesta nova fase, Vorcaro foi levado novamente para a sede da Polícia Federal em São Paulo. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão preventiva, mas ainda não havia sido localizado até a última atualização.
Além das prisões, o STF determinou o afastamento de cargos públicos e medidas de sequestro e bloqueio de bens, reforçando a estratégia de asfixia financeira do grupo investigado enquanto as apurações seguem em curso.

