Sabia dessa? Óleo essencial que você usa pode envenenar seu gato
Os aromas mais perigosos são: eucalipto, hortelã-pimenta, lavanda, citronela, canela, cravo e os cítricos

Essa com certeza você não sabia! Manter a casa cheirosa usando óleos essenciais nos difusores de ar pode ser gostoso, mas o ato "bobo" pode representar um risco silencioso para quem tem gato e até intoxicar ele. O aroma agradável que promete relaxamento e bem-estar para os humanos pode ter efeito completamente diferente no organismo dos felinos.
RESUMO
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O uso de óleos essenciais em ambientes domésticos pode representar sérios riscos à saúde dos gatos. Segundo a médica veterinária Isadora Faria, produtos como melaleuca, eucalipto, hortelã-pimenta e lavanda são especialmente perigosos, pois os felinos não metabolizam compostos como fenóis e terpenos. A intoxicação pode ocorrer por diferentes vias, incluindo inalação através de difusores, contato direto com superfícies contaminadas ou durante a autolimpeza do animal. Os sintomas incluem salivação excessiva, vômitos, tremores e, em casos graves, convulsões. Especialistas recomendam evitar o uso desses produtos em residências com gatos ou garantir ventilação adequada.
A médica veterinária Isadora Faria explica que os mais perigosos são: melaleuca, eucalipto, hortelã-pimenta, lavanda, citronela, canela, cravo e os cítricos como laranja e limão. Justamente os aromas mais procurados. Ela pontua que a intoxicação pode acontecer de diferentes formas e nem sempre de maneira evidente.
“As formas do gato se intoxicar variam bastante. Pode ser por lamber a superfície que contém o óleo, pelos difusores de aromas, como os umidificadores, e também quando o produto é passado no animal por via tópica”, afirma.
Ou seja, não é necessário que o gato ingira diretamente o óleo essencial para sofrer consequências. A simples presença do difusor liberando partículas no ambiente já pode ser suficiente, principalmente em locais fechados e pouco ventilados.
“Os óleos essenciais têm compostos como fenóis e terpenos e os gatos não metabolizam essas substâncias. Elas se acumulam no organismo e esse acúmulo causa toxicidade, principalmente no fígado e no sistema nervoso”, explica.
Com o acúmulo dessas substâncias no organismo, os sinais clínicos podem surgir de forma gradual ou até repentina. Entre os sintomas observados estão salivação excessiva, vômito, tremores, apatia, dificuldade respiratória e alterações hepáticas. Em situações mais graves, o quadro pode evoluir para convulsões.
Além da inalação, existe ainda o risco mais sutil. As partículas liberadas no ar podem se depositar no pelo do animal e, durante a higiene natural, o gato acaba ingerindo o produto sem que o tutor perceba.
A ideia de que produtos naturais são sempre seguros também contribui para a falta de informação. No caso dos felinos, o que determina o risco não é a origem natural do óleo, mas a incapacidade do organismo de processar. Resumindo: Para gatos, nenhum óleo essencial é considerado totalmente seguro.
Por isso, a orientação é redobrar a atenção. Em casas com gatos, o uso de difusores deve ser evitado ou, no mínimo, feito com ventilação adequada e possibilidade de o animal se afastar do ambiente aromatizado.

