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Educação e Tecnologia

UEMS e Incra lançam edital para curso de Agronomia voltado à reforma agrária

Graduação terá 60 vagas destinadas a beneficiários de programas fundiários; aulas começam no segundo semestre

Por Jhefferson Gamarra | 16/03/2026 12:47
UEMS e Incra lançam edital para curso de Agronomia voltado à reforma agrária
Campus da Uems em Dourados. (Foto: Divulgação/Uems)

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) lançaram edital para o processo seletivo do curso de Bacharelado em Engenharia Agronômica, com oferta de 60 vagas destinadas exclusivamente ao público da reforma agrária.

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A UEMS e o Incra abriram processo seletivo para 60 vagas no curso de Engenharia Agronômica, exclusivamente destinadas a beneficiários da reforma agrária. O curso será ministrado em Glória de Dourados, com início previsto para o segundo semestre de 2026, utilizando o modelo de alternância entre atividades presenciais e práticas nas comunidades. As inscrições ocorrerão entre 16 de março e 18 de maio de 2026, sem cobrança de taxa. O processo seletivo analisará notas de Matemática e Biologia, com cotas para negros, indígenas, residentes de MS e pessoas com deficiência. O resultado será divulgado em 2 de junho de 2026.

O curso será ofertado por meio do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) e será realizado na unidade universitária da UEMS no município de Glória de Dourados, localizado a cerca de 270 quilômetros de Campo Grande. A previsão é que as aulas tenham início no segundo semestre de 2026.

De acordo com a assessora do Pronera, Gisele Souza, a formação será desenvolvida na modalidade de alternância, modelo que combina atividades acadêmicas com a realidade das comunidades rurais.

“O curso será desenvolvido na modalidade de alternância, estruturado em dois momentos formativos: o Tempo Universidade, com atividades presenciais na UEMS de Glória de Dourados, e o Tempo Comunidade, realizado nas comunidades de origem dos educandos, permitindo a articulação entre formação acadêmica, prática social e realidade produtiva do campo”, explicou.

O processo seletivo é voltado exclusivamente a beneficiários das políticas públicas de acesso à terra. Podem se inscrever integrantes de famílias beneficiárias do PNRA (Programa Nacional de Reforma Agrária), beneficiários do PNCF (Programa Nacional de Crédito Fundiário), além de quilombolas e acampados vinculados às políticas públicas do setor.

Segundo o edital nº 031/2026 da UEMS, o curso será ofertado na modalidade presencial, em turno integral e sob regime de alternância na unidade universitária de Glória de Dourados.

As inscrições serão realizadas entre os dias 16 de março e 18 de maio de 2026, exclusivamente pela internet, por meio do site da UEMS. O edital estabelece que não haverá cobrança de taxa de inscrição.

O processo seletivo será definido por meio de análise do histórico escolar. Para classificação, serão consideradas as notas obtidas nas disciplinas de matemática e biologia no último ano do ensino médio ou as pontuações equivalentes nas áreas de matemática e ciências da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

A classificação ocorrerá em ordem decrescente das notas. Em caso de empate, os critérios de desempate serão, sucessivamente, maior nota em Matemática, maior nota em Biologia e, por fim, maior idade do candidato.

Das 60 vagas disponíveis, parte será destinada ao sistema de reserva de vagas. O edital prevê 20% das vagas para candidatos negros que tenham cursado integralmente o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral, 10% para candidatos indígenas, 10% para candidatos que comprovem residência em Mato Grosso do Sul há pelo menos 10 anos e 5% para pessoas com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento.

O resultado final do processo seletivo está previsto para 2 de junho de 2026, com divulgação do edital de matrícula a partir de 8 de junho no portal da universidade.

O curso é resultado de uma parceria institucional entre o Incra em Mato Grosso do Sul, a UEMS e os movimentos sociais do campo. Essa articulação forma a base do Pronera, que reúne o órgão executor da política pública, a instituição de ensino superior responsável pela oferta do curso e a representação dos sujeitos do campo por meio dos movimentos sociais.