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Comportamento

Aos 92 anos, João mantém sozinho bar raiz há mais de três décadas

Dono do pequeno lugar abre às 7h e só encerra o expediente às 19h no bairro Jardim Aeroporto

Por Natália Olliver | 16/03/2026 07:00
Aos 92 anos, João mantém sozinho bar raiz há mais de três décadas
 João Antônio Filho tem bar no Jrdim Aeroporto há 36 anos (Foto: Natália Olliver)

Aos 92 anos, João Antônio Filho ainda abre as portas do pequeno bar todas as manhãs como quem cumpre um ritual antigo que começou em 1990. Às 7h ele já está de pé atrás do balcão do bar raiz e só encerra o expediente às 19h. Para quem passa pela Rua Morro do Pilar, no Jardim Aeroporto, a rotina simples mostra uma história que começou muito antes de o bairro existir.

RESUMO

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João Antônio Filho, de 92 anos, mantém um pequeno bar no Jardim Aeroporto, em Campo Grande, há 36 anos. O estabelecimento, que funciona desde 1990, é um dos marcos do bairro, onde o comerciante foi o primeiro morador há 52 anos. De origem baiana, João mantém uma rotina diária no bar, que abre às 7h e fecha às 19h. Com um cardápio simples, focado em bebidas e doces, ele relata mudanças nos hábitos dos clientes: antes vendia 20 caixas de cerveja por semana, hoje a cachaça, vendida a R$ 2 ou R$ 3 a dose, é o carro-chefe.

Há 52 anos ele vive no lugar onde hoje funciona o comércio e lembra que quando comprou o terreno não tinha nada além de mato e terra ao redor. “Não tinha nenhuma casa no bairro. A minha foi a primeira”, conta com orgulho. O pequeno ponto acabou se tornando parte da história do bairro, que cresceu ao redor da casa do pioneiro,  isso João garante.

Aos 92 anos, João mantém sozinho bar raiz há mais de três décadas
O baiano chegou em Campo Grande há 52 anos e nunca mais saiu (Foto: Natália Olliver)

Baiano de origem, João passou por muitos caminhos antes de fincar raízes em Campo Grande. Trabalhou na lavoura como empregado, viveu por anos no Mato Grosso. Foi com a ajuda de um cunhado que conseguiu se estabelecer e abrir o próprio comércio. “Eu trabalhava de empregado na lavoura, aí larguei e comecei a abrir meu comerciozinho. Estou até hoje”, resume.

Atrás do balcão, o cardápio é simples: pinga, um pouco de cerveja, bala e alguns doces. “O povo não enche o saco, só vem gente boa. Não vem malandro não”, diz, com a tranquilidade de quem conhece bem a vizinhança.

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Hoje, a bebida mais procurada é a cachaça. Segundo ele, os tempos mudaram e o bolso também. “Antes vendia 20 caixas de cerveja por semana. Cariou tudo, agora é mais pinga, porque a cerveja subiu muito e a renda do povo caiu.” A dose sai entre R$ 2 e R$ 3.

Mesmo com uma perna debilitada, João não pensa em parar. Continua indo e vindo de bicicleta para todos os lados, com uma disposição que surpreende até ele mesmo. “Tenho inveja de quem tem 50 anos”, brinca.

Questionado sobre o segredo para chegar aos 92 anos ainda trabalhando, ele responde sem rodeios e sem fórmulas milagrosas. Diz apenas que, de vez em quando, toma uma cerveja.

O Bar do João fica na Rua Morro do Pilar 246, no bairro Jardim Aeroporto. Ele funciona de segunda a sábado, das 7h às 19h e aos domingos, das 7h até 12h.

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O que mais vende no bar é dose de pinga (Foto: Natália Olliver)


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