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Esportes

Candidatos à Federação de Futebol dizem que abrirão mão de parte do salário

A eleição para presidente da FFMS ocorre na próxima terça-feira e conta com seis candidatos

Por Ketlen Gomes | 05/04/2025 14:07
Candidatos à Federação de Futebol dizem que abrirão mão de parte do salário
Eleição para presidente da Federação de Futebol acontece terça-feira (8). (Foto: Paulo Francis)

Após a publicação da revista Piauí, que revelou o aumento de 200% nos salários dos presidentes das federações estaduais de futebol durante a gestão de Edinaldo Rodrigues à frente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o Campo Grande News procurou os candidatos à presidência da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) para saber a opinião deles sobre o “supersalário” de R$ 215 mil.

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Após a revelação de que os salários dos presidentes das federações estaduais de futebol aumentaram 200% durante a gestão de Edinaldo Rodrigues na CBF, três candidatos à presidência da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) se comprometeram a destinar parte do salário de R$ 215 mil para ações da Federação. Paulo Sérgio Telles abrirá mão de 95% do salário, Marco Antônio de Araújo ficará com 20%, e Antônio Vieira investirá 70% no Campeonato Estadual. A CBF negou o aumento, mas ainda não se manifestou oficialmente. Outros candidatos não responderam ou estavam indisponíveis.

Três candidatos afirmaram que, caso eleitos, ficarão apenas com parte do valor, destinando o restante a ações da Federação.

Em nota, Paulo Sérgio Telles declarou que abrirá mão de 95% do salário de R$ 215 mil – ou de qualquer outro valor que venha a ser pago pela CBF ao presidente da FFMS.

“Minha decisão é clara: esse dinheiro não deve servir a interesses pessoais, mas sim ao fortalecimento do esporte em nosso Estado. Conforme nossa proposta de trabalho, esses recursos serão destinados ao investimento nas competições de base, no futebol feminino e no Campeonato Interligas”, afirmou Telles.

Outro candidato que se compromete a ficar com apenas parte da remuneração é Marco Antônio de Araújo. Ligado ao Dourados Atlético Clube, ele disse não estar ciente do valor de R$ 215 mil e que acredita que o montante possa ser menor. Ainda assim, afirmou que, se eleito, ficará apenas com 20% do salário.

“Como disse aos presidentes eleitores, qualquer que seja o salário, somente 20% ficará com o presidente. O restante será aplicado diretamente na base”, declarou Marco Antônio.

Antônio Vieira também se manifestou por meio de nota. Segundo ele, 70% do salário será investido no Campeonato Estadual, ficando com 30% do valor. “Eu, Toni Vieira, podem ter certeza de que usarei 70% desse salário para investir no Campeonato Estadual e nas categorias de base. Por exemplo, R$ 800 mil seriam destinados à premiação do campeão da Série A. Também buscarei mais R$ 500 mil em patrocínios para premiar o vice-campeão”, explicou o empresário.

Outro candidato ouvido pela reportagem foi o atual presidente interino da FFMS, Estevão Petrallas, que encaminhou apenas uma publicação feita nas redes sociais. A postagem traz uma suposta resposta da CBF à reportagem da Piauí, negando o aumento de salário dos presidentes das federações estaduais, de R$ 50 mil para R$ 215 mil.

Até a publicação desta matéria, a CBF não havia se manifestado oficialmente em suas redes sociais ou site.

O candidato André Baird estava em viagem e, por isso, não conseguiu enviar seu posicionamento. Já Américo Ferreira da Silva Neto não respondeu até o fechamento da reportagem.

A eleição para presidente da FFMS ocorre na próxima terça-feira (8), e 51 filiados estão aptos a votar na Assembleia Geral Extraordinária da FFMS, que elegerá o próximo presidente da entidade. A eleição será realizada às 10h30, em primeira convocação, e às 11h, em segunda convocação, no Grand Park Hotel, em Campo Grande.

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