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Meio Ambiente

Nova rede do Ibama vai conectar centros que recebem fauna apreendida

Iniciativa busca organizar triagem e recuperação de espécies retiradas do tráfico ou vítimas de acidentes

Por Kamila Alcântara | 16/03/2026 17:16
Nova rede do Ibama vai conectar centros que recebem fauna apreendida
Gato-palheiro foi encontrado e levado para o Hospital de Animais Silvestres Ayty (Fotos: Gustavo Escobar)

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) instituiu uma rede nacional para integrar os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) que recebem fauna resgatada, apreendida do tráfico ou entregue voluntariamente. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 38, publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (16).

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O Ibama criou uma rede nacional para integrar os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), que recebem animais resgatados, apreendidos do tráfico ou entregues voluntariamente. A iniciativa visa padronizar procedimentos e facilitar a troca de informações técnicas entre as unidades.A Rede Cetas, coordenada pela Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama, permitirá a participação voluntária de instituições externas, como universidades e órgãos ambientais estaduais. O sistema também padronizará o registro de dados sobre os animais atendidos através do SisCetas.

A nova Rede Cetas tem como objetivo aproximar as unidades de manejo de fauna silvestre espalhadas pelo país, permitindo troca de informações técnicas e padronização de procedimentos no atendimento, triagem e reabilitação de animais.

Segundo o texto, a iniciativa busca criar protocolos comuns de atuação dentro do instituto, além de organizar o registro de dados sobre os animais atendidos. A coordenação da rede ficará sob responsabilidade da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do Ibama.

Outra mudança prevista é a padronização do registro das informações sobre os animais atendidos. As unidades deverão utilizar o SisCetas (Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre), ou outra plataforma indicada pelo Ibama, para registrar dados como origem dos resgates, estado de saúde dos animais, tratamento e destino após a triagem.

A portaria também abre a possibilidade de participação de instituições externas, como órgãos ambientais estaduais, universidades, centros de reabilitação e outras entidades que atuem com fauna silvestre. A adesão será voluntária e gratuita, mediante apresentação de carta de intenções demonstrando capacidade técnica e infraestrutura para manejo dos animais.

O texto ressalta que a participação na rede não prevê transferência de recursos financeiros ou bens por parte do Ibama. O foco, segundo o órgão, é promover articulação técnica entre as instituições e fortalecer a gestão das informações sobre fauna silvestre no país.

A portaria entrou em vigor na data de sua publicação.

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