Deputados aprovaram criação de 300 cargos no Tribunal de Justiça
Impacto financeiro na folha pode chegar a R$ 61,2 milhões ao ano
Os deputados estaduais aprovaram, em primeira discussão, o Projeto de Lei 5/2026, que cria 302 cargos em comissão para assessores no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), com impacto que pode chegar a R$ 61,2 milhões ao ano.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul terá 302 novos cargos em comissão para assessores, após aprovação em primeira discussão pelos deputados estaduais. A medida, que prevê um impacto anual de R$ 61,2 milhões, inclui 50 cargos para assessoria de desembargadores e 250 para juízes de primeiro grau. A iniciativa visa enfrentar o aumento da demanda processual e reduzir atrasos nas unidades judiciais. Os deputados também aprovaram mudanças no Regimento de Custas Judiciais, que estabelece novas regras para restituição de custas e pagamento de taxas em ações movidas por advogados.
Estão previstos 50 cargos em comissão de assessor de desembargador que, contando salário base e verba de representação de gabinete, somam R$ 26.777 ao mês para cada um deles, ou impacto total de R$ 17,4 milhões ao ano, contando com 13º salário. A média é de dois funcionários extras para cada um dos 25 desembargadores do Estado.
- Leia Também
- Proposta para sepultamento conjunto de animais e humanos tem 47% de rejeição
- PSDB terá chapa para federal e estadual, garante Beto Pereira
Outros 250 cargos são de assessoria vinculados a juízes de primeiro grau, sendo 150 para a entrância especial, 75 para a segunda entrância e 25 para a primeira entrância, um total de cerca de R$ 43,8 milhões ao ano, sem contar benefícios como férias.
O objetivo com a ampliação de pessoal é "enfrentar o aumento da demanda processual, reduzir atrasos e garantir melhores condições de trabalho às unidades judiciais, especialmente aquelas com maior acúmulo de processos", diz texto publicado no site do Tribunal de Justiça sobre o projeto.
Os deputados ainda aprovaram o Projeto de Lei 4/2026, que trata do Regimento de Custas Judiciais do Estado de Mato Grosso do Sul. O texto prevê a possibilidade de restituição de custas judiciais indevidamente recolhidas, determinando que constem, no respectivo pedido, os dados bancários do requerente ou do pagador da guia.
Nas ações ajuizadas ou recursos em que figura como autor ou recorrente advogado ou sociedade de advogados, perante o Poder Judiciário Estadual, visando à cobrança, arbitramento e execução dos honorários advocatícios, a taxa judiciária, as custas processuais e o preparo recursal serão recolhidos apenas ao final, pela parte vencida.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


