Com saudades de casa, venezuelanos comemoram prisão de Maduro
Para imigrantes em Campo Grande, captura reacende esperança de voltar à Venezuela após anos fora
Com saudade de casa, Andreina Luque, de 35 anos, e Eduardo Daniel Martinez, de 31, comemoraram a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A captura do chefe de Estado e de sua esposa teria ocorrido na madrugada deste sábado (3), durante um ataque dos Estados Unidos da América à Venezuela.
RESUMO
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Venezuelanos refugiados no Brasil celebram a suposta prisão do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, ocorrida durante ataque dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3). A farmacêutica Andreina Luque, de 35 anos, e Eduardo Martinez, de 31, expressam esperança de retornar ao país natal após anos de exílio. Forçados a deixar a Venezuela devido à grave crise econômica, marcada pela escassez de alimentos, água e energia elétrica, os refugiados relatam dificuldades em obter informações precisas sobre a situação atual do país, devido às restrições à liberdade de expressão impostas pelo regime de Maduro.
Há sete anos, a farmacêutica Andreina deixou o país de origem acompanhada das duas filhas, hoje com 13 e 7 anos, e do marido. Desde então, a família viveu na Colômbia, Equador, Peru e Chile, até chegar ao Brasil há dois meses.
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“Saímos por conta da crise econômica. Não havia comida, não havia luz, não havia água, não havia liberdade. [...] Queremos voltar, queremos liberdade, estar com a nossa família. Não queremos passar outro dezembro sozinhos, queremos estar todos reunidos”, relatou.
Segundo Andreina, a falta de liberdade de expressão dificulta o acesso a informações dentro da Venezuela. Por isso, ela diz que tem acompanhado a situação principalmente pelas redes sociais. “Para nós, o tema não está muito claro”, explicou.
“Quando eu soube, eu ri. Há anos que imaginávamos isso. É a realidade. Que Deus proteja todos os que estão lá”, completou.
O sentimento é compartilhado pelo amigo Eduardo, que vive no Brasil há cinco anos e chegou a Campo Grande há dois meses. “Eu senti alegria, vontade de chorar, senti emoção porque já acabou. A Venezuela está livre”, comentou.
Para ele, a comemoração está ligada à possibilidade de retornar ao país natal após anos longe da família. “A Venezuela ficou livre, vamos regressar para casa. Depois de tantos anos fora do país, queremos compartilhar isso com a família”, disse.
Apesar da felicidade, Eduardo admite que também sente tristeza por não poder apoiar os parentes de perto neste momento. “Já era hora de voltar para casa. Há muita tristeza, muita dor com tudo o que está acontecendo e por não estar lá apoiando minha família”, finalizou.
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